segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Baboseiras sem fim de tardias crises existenciais, enquanto na floresta os índios exportam o pau brasil.

Hoje, acho que o principal é o movimento.
As direções são de importância secundária, uma vez que derivam do próprio movimento. Se você não jogar os dados, não saberá quantas casas deve andar. Não saberá se terá que esperar a sua vez ou se terá que retornar ao início.
Eu sei que nossas vidas são muito mais que um jogo, o que não me impede de fazer certas comparações.
Toda teoria sobre a atração, o universo conspirando a nosso favor, depende do movimento. É só um passo que damos e o resto acontece por conseqüência.
E agora que as engrenagens reiniciam seus trabalhos em minha vida, meu coração se aperta. Não era isso o que eu queria o tempo inteiro?!
Eu não posso seguir duas direções ao mesmo tempo. Não sob o meu ponto de vista.
A gente chega numa encruzilhada e encontra uma caixa aberta cheia de alternativas. Podemos escolher apenas uma. A vida às vezes é uma prova fechada!
E é só de fachada que isso não me afeta. Sim, porque seria tudo um pouco mais fácil se cada escolha não implicasse em uma renúncia. Seria tudo mais fácil se existisse um livro de receitas que ensinasse as prioridades. Para mim, por diversas vezes, o prioritário perdeu a importância pelo caminho. Seria uma mentira - se com tudo o que hoje sei - eu dissesse que faria tudo da mesma forma. Uma ova, eu ia fazer muita coisa de uma maneira diferente. Mas sabe, acho que certos erros se repetem.
Eu ainda continuo não sabendo de nada, embora ache que o principal é o movimento!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Muito pouco

De manhã ela toma seu café quente e fresco...

Você quer sim, que eu diga palavras bonitas.
Eu sei o caminho que os seus ouvidos querem fazer.
Mas minha passagem está comprada para outro destino.
Além disso que sou, não há nada melhor que eu possa ser
sem ferir o que quero.
Sem seguir ao contrário, meio contrariada.
A verdade é mais pura dentro do meu território.
Você quer sim, que eu deixe de ler as legendas.
Eu sei exatamente as dificuldades que queremos evitar.
Sei também que nem todo atalho é seguro e mais fácil.
Aprendi com as mais belas histórias, cheias de caçadores e lobos.
Já deu pra perceber que gosto dos desvios e de subir os morros.
Você consegue me ver fora de uma confusão?!
Queria ter novos pensamentos, atrair coisas diferentes.
Mas viver é bem mais do que lei de atração.
É distração de vez em quando.
E uma falta de linearidade.
É uma antítese convivendo pacificamente com todas as teses.
O sopro que apaga as velas deve ser o mesmo que leva de mim
a mais firme certeza.
O absoluto é só um espectro.
Tudo o mais, é arco-íris.
Você diz que eu sei muito sobre tudo.
Tudo o que sei é muito pouco.
E agora?
Onde é que eu vou enfiar todos esses acentos?
Por favor, não me responda.
Certos verbos não têm lirismo nenhum...

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Lá, onde o infinito acaba.

Outro ano seguindo rumo ao passado.
Um dia que já não conto, como um copo quase vazio.
O último quadrinho do download que ainda não foi preenchido.
Dia 31 de dezembro.
As inevitáveis perguntas: Quais são seus planos pra 2009?
Bom, pelo menos esta é melhor do que aquela: Qual a cor da calcinha que você vai usar na virada?Ah, gente, pelamordedeus...
Sabe, eu tracei vários objetivos para 2008, mas não havia uma estratégia, apenas um fim. Nessa de ver como é que se chega quando já está no caminho, eu fiz um rebuliço danado. Ás vezes não tem como a gente parar para perguntar como é que chega no destino. A maioria das pessoas está meio perdida também. Tem gente que morre de medo de chegar e fica fazendo paradas desnecessárias. Tem gente que só quer saber de chegar, mas esquece que o caminho também é muito importante.Tem gente que nem caminho tem, como a história do país das maravilhas. Eu hoje sou tudo quanto é tipo de gente, embora saiba exatamente onde quero chegar.
Tenho muito mais a agradecer do que a reclamar, mas confesso, às vezes tudo é uma droga. Desculpe, meu Deus, é que eu sou pequena assim mesmo. Quando o quarto está escuro, a luz parece não existir. Mas eu sei... Eu sei do interruptor.
E eu adoro os fogos de artifício.
Eu uso mil artifícios para ver os sorrisos dos outros.
Adoro sorrisos e risadas.
Não gosto de depressão.
As festas de fim de ano não me deprimem. (Nem ver o meu 13º todo indo embora me deprime)
Outras coisas me deprimem.
Mas muitas coisas estão aí, para significarem algo bom em nossas vidas.
O lixo continua cheio de flores.
Quem sabe ouvir que ouça. Quem tem olhos de ver, que veja.
Agradeço pela companhia de todos você durante o ano.
Conhecer pessoas aqui, foi das melhores coisas do ano.
Desejo imensos jardins, cheios de luzes para nossas vidas.
Que 2009, seja realmente um ano ímpar!!
Que o Amor possa materializar-se em nossos corações, por mais paradoxal que isso seja.
E que tudo mais vá pro inferno...


Michele está cansada, mas está feliz. Esse ano esquisito está no fim.
(foi mal, Thiago...)

sábado, 20 de dezembro de 2008

Criador de Estrelas

Antes de eu entender que Deus criava as coisas, eu entendi que meu pai as criava.
Ele e sua cabeça-oficina, repleta de invenções.
Eu diria que meu pai é um misto de Professor Pardal, Mac Gyver e o Pedro Malazarte!
Do Professor Pardal ele tem a habilidade para inventar e construir coisas.
Muitos dos nossos brinquedos foram criados por ele, e integraram nosso reino mágico da infância, junto com as histórias de minha mãe. Ele fazia pipas e nos levava ao campo de aviação para solta-las. Na época, morávamos em Guaranésia, pequena cidade no interior de Minas. Eram muitas crianças na rua. Meu pai tinha um Passat Dourado com um grande porta- malas. Dia de soltar pipa, aquele porta-malas ficava cheio de crianças e íamos até o campo de aviação. Uma festa só! Hoje isso é infração de trânsito. Naqueles tempos, isso se chamava Felicidade. Não eram pipas dessas simples, elas eram diferentes, em três dimensões como o 14 Bis. Construía também quebra-cabeças, alguns tão difíceis que ainda hoje não consigo montar! Quando a gente chegava com namorado novo em casa, ele trazia o mais complicado deles todos e dizia: Só namora minha filha se conseguir resolver isso aqui! Teve um namorado que me deixou de lado o domingo inteiro até conseguir montar o quebra - cabeça!!
Papai é o criador de estrelas, de coisas que brilham, de enfeites originais de natal. Nunca tivemso uma árvore normal em casa!!
Do Mac Gyver meu pai tem a arte do improviso e ação não situações mais difíceis.
É o cara que constrói portas quando elas não existem.
É um homem de iniciativa. Sua agilidade faz com que os conflitos tornem-se apenas pequenos obstáculos no caminho, desde uma torneira pingando até um casamento estragado. (To falando do meu, tá?!!)
Nunca ouvi meu pai dizendo: Eu não sei o que fazer agora.
Ele fica em silêncio e de repente é iluminado com a solução.
Do Pedro Malazarte... bom, dele meu pai tem a esperteza e o lado cômico. Meu pai é um moleque eterno. Daqueles que tiram água de pedra, sabe?!!Rsrs!
Ele não é apenas uma mistura de personagens. Ele transcende isso, de uma forma que só ele sabe ser. O cara que me fez gostar de ficção científica, de cinema, do espaço sideral, que com sua câmera sempre nos acompanhou, eternizando os momentos em películas, inclusive, pagando muitos micos com a gente.
Eu tive a felicidade de ter um pai que é amigo, que é presente, que participa.
Um homem incrível!
Ele já poderia estar descansando, aproveitando os benefícios e as limitações que a idade impõe, porém, mesmo velho (ops!) e cansado, ainda continua forte e bravo, resoluto no leme dessa nau dos loucos.
Pai,
Nem todas as peças estão onde queríamos, mas a vida é quebra-cabeça surpreendente. Tudo está no lugar certo e se está, é porque você existe.
Oh, meu velho e indivisível pai,
Eu te amo muito.
Feliz Idade Nova!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Ser de Sagitário

Você metade gente e metade cavalo
Durante o fim do ano cruza o planetário
Cavalga elegância
Cabeça em pé de guerra mansa
Nas mãos arco e flecha
Meu coração aguarda e acompanha seu itinerário
Até o fim do ano ser de sagitário
(Péricles Cavalcanti)

Eu queria ter visto sua constelação no observatório, só pra te dizer que consegui visualizar o arqueiro... Mas o céu estava nublado!
*
*
Faz dias que procuro as melhores palavras para fazer um ode à ela...
Por mais que eu queira, não consigo encontra-las, pois a existência dela supera qualquer palavra.
Falo de minha irmã Jeanine. Única que tenho pelo sangue. E uma criatura ímpar.
Um ser humano realmente incrível.
Na verdade, ela é um pouco anjo. Meu anjo da guarda. Não consigo pensar em alguém que ame mais incondicionalmente que ela, assim, sem restrições, sem julgamentos radicais, sem chantagens emocionais.
Ela simplesmente ama. Um amor de atitude.
É a garota da camisa azul escrito: “Vida Rebelde” e tênis All Star de cano longo, cheia de planos e sonhos. É a moça elegante e engraçada, cheia de beleza e garra. É a irmã que mesmo cheia de problemas, se desdobra para amenizar os nossos, que mesmo com dois filhos lindos, dá um jeito de ser nossa mãe também. (Porque o coração de minha mãe não suporta tantos sobressaltos – 5 filhos - então, ele divide a tarefa! Hehehe!)
É a pessoa para quem conto meus mais ocultos segredos, sem medo.
É a pessoa que não perde a graça e o encanto, mesmo quando o céu se cobre de nuvens negras. É a mulher que nas incertezas encontra respostas firmes, que nas tentações escolhe a porta estreita. É a mulher que com suas virtudes torna esse mundo muito melhor. Eu não sei o que seria da minha vida sem você, doce irmã.
Somos tão diferentes na maneira de ser, embora digam que parecemos gêmeas! Quem me dera chegar na sua idade (eu não tô te chamando de velha!) com a juventude toda que você traz no sorriso e no seu jeito de ser. Com a capacidade de se postar diante do mundo, com essa grandeza!
Não importa a forma, se está gorda ou magra, se fosse amarela ou listrada, se fosse baixinha ou gigante. De qualquer forma, você é essencial.
Eu não esqueço das canções de ninar que também cantou para nos embalar,
Não esqueço da musiquinha do banho - joga a água fora, fecha o buraquinho...
Não esqueço que acreditou ate que eu seria uma bailarina (!);
Não esqueço da nossa espera anciosa pela chegada do ônibus "Presidente";
Não esqueço das roupas emprestadas que acabaram se tornando minhas por usucapião!Rsrs
Não esqueço de sua presença em todas as minhas estripulias musicais;
Não esqueço das madrugadas em que me salvava dos apuros nos quais eu me metia;
Não esqueço das filas que já enfrentou por minha causa e nem das causas que resolveu melhor que eu;
Eu não esqueço, doce irmã, porque entre todas as outras coisas inequecíveis, tudo isso integra a minha enorme gratidão por você, a minha admiração por você e a minha felicidade por nascer na mesma família que a sua.
Sem ter as palavras certas, faço uso das clichês, a pequena frase de muitas palavras por dentro:
Amo você demais da conta!
Quero acima de tudo, dias de ventura pra sua vida! Feliz Aniversário!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Alegria, alegria


Permesso.
Todo mundo tem um dia de porre. Hoje é o meu.
Um porre, um dia que bebi inteiro no copo, misturando elementos incompatíveis, desde a vontade matinal de dormir por mais meia hora (que mais cinco minutos era na época do colégio), passando pelo combate animal para ter razão, até a dor de cabeça causada por problemas intermináveis e por pessoas más. Nossa, como tem gente mau caráter no mundo. Pessoas que querem tirar proveito de qualquer situação, procurando brechas para destilarem venenos, procurando maneiras acrobáticas para fugirem de toda responsabilidade e se possível, até transferirem a terceiros. Por outro lado, como tem gente boa também, gente fina, elegante e sincera com habilidade pra dizer mais sim do que não. Gente que consegue transformar um momento maldito numa benção, pessoas que nos fazem enxergar flores nascendo na imperfeição e que com isso engrandecem a nossa existência e perfumam tudo ao redor.
Mas eu estou longe de todas as pessoas agora. Sou um deserto cheio de palavras. Sou um universo na praia deserta e fria. Chove. Meus pés descalços na areia molhada conseguem manter o equilíbrio do resto do meu corpo e nem sabem o porquê. Agora sou apenas eu e o mar. Não há barulho da velha impressora matricial em uma sinfonia infame, não há chamadas de telefone, não há ringtones, nem carros, nem buzinas, nem ordens, reclamações ou explicações, não há choro, nem velas, não há o som dos teclados nem a campanhinha, não há carros de publicidade nem apregoamento de partes, não há o “barulhinho de aeroporto” da senha (finalmente) no visor do Banco, não há declarações de amor e nem de guerra. Apenas há ressaca. Apenas a ressaca. Capitu tinha olhos de ressaca. Olhos que tragavam.
O mar nos traga e por dento pedimos que algo nos traga a luz, mesmo que inundada.
As palavras, estas não se diluem, pelo contrário, se solidificam e criam vida e forma. Parece que romperam uma represa e voam partindo o ar, e querem me ferir e querem me curar. A frase inesperada e tão clichê... “Amo você”... Eu queria ouvir, porém, não tinha intenção de dizer, nem de sentir. Eu desejei que o amor fosse sexualmente transmissível, mas o sexo só transmite doenças... Embora se morra mais de amor do que de sífilis. O amor em formato mínimo... O grande amor que vence a morte. Amor, ramos, Roma e romã, tudo no meu copo. Orientações tributárias, desperdício, e-mails, a fome das três da tarde, o café pequeno, a saudade, tudo no meu copo. As baratas, a cidade alagada, o céu cheio de estrelas acima das nuvens que choram, seus olhos que mudam de cor como camaleões, tudo no meu copo. Minha armadilha e meus descuidos, todos os papéis sobre a mesa, contratos e tratados, o cinema cancelado, as contas pra pagar, a poesia da 3º Ponte, tudo no meu copo. Entorno. Já estou ébria. Quando a onda vem (mais quente do que eu esperava) espumante e sem fúria, a vida perde o sentido. Por um instante todas as coisas não têm sentido nenhum, nenhum, nenhum... É um instante de absoluto silêncio onde o nada existe. Então a onda retorna ao mar e tudo volta ao real, como uma coisa só, com um completo, absurdo e quase insuportável sentido que vem e sempre volta, como a náusea, como os carrosséis, como os nossos erros.Neste momento, perante o mar, eu rio.Nesse meu sorriso cabe o mundo inteiro, baby...
*
*
Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou
Por que não?
(Caetano Veloso - ALegria, Alegria)

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Paródia!

Pense naquela musiquinha do Roberto Carlos que a Adriana Calcanhoto canta,
"Por isso Corro Demais." Então, pensou? Agora é só ler o post pensando na melodia dela!!Hehehe
*
Oferecimento: Chocolates Cacau Total!!!
Você come, não dá espinha e nem vai te fazer mal!
*****
POR ISSO CORRO DEMAIS, UAI!
Meu bem, a cada instante em que eu começo a pensar
aumenta a vontade que eu tenho de postar
então eu corro demais
corro demais
corro demais
só pra escrever

E você ainda me pede, fala que não é assim
Diz que o texto tá grande e que precisa de um fim
então eu sofro demais
corro demais
sofro demais
só pra escrever...

Se você de vez em quando vem aqui pra comentar
Eu fico mais disposta para um post imaginar
Esqueço até de tudo, não vejo o tempo passar
Mas se chega a hora em que começo a trabalhar
Corro pra depressa, o meu texto publicar
Então, eu corro demais,
sofro demais
Corro demais só pra escrever
Meu bem!

****

Gente, paz pra todo mundo, muita luz para quando estiver escuro e não esqueçam de levar o casaco ao sair! E as sombrinhas e guarda-chuvas! Sopro de Eves!

sábado, 15 de novembro de 2008

Inquietude

Já não consigo conservar a mesma forma
Sou matéria em constante alteração de estado.
Meu RG é o mesmo, mas muitos números mudam.
Tantos já mudaram...
Novamente as formigas de fogo atormentam minha acomodação.
Incomodam.
Mudo de roupa, mudo o cabelo, o layout do blog...
Só não faço o que é preciso.
E seria preciso parar.
Parar para continuar seguindo.
(A gente sempre pára para ajeitar as sacolas!)
A Avenida é silenciosa em dia de feriado.
Meu coração faz barulho, pedindo para que eu pule no precipício.
Mas que tolo, eu não vou pular!
Ele tá achando que é o Rei da cocada preta?!
Rs. Ele é que não sabe que minha república já foi proclamada há muito tempo.
Antes da sístole ou da diástole.
Bem antes do lançamento do MP9 e do sorvete de açaí com calda de banana.
Eu não gosto de açaí.
Eu sou uma caneta bic antiga, daquela gordinha, azul e branca, com quatro cores.
Eu sou alguém que precisa sair daqui pra fazer algo que tenha sentido.
Pra variar.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Enfim...

Eu não sei como foi acontecer.
A tentação foi maior e mesmo sabendo dos riscos eu segui em frente com ela.
Ela se apodera de mim de uma forma tão intensa, que quem me olha, enxerga quase que apenas ela.
Não foi porque eu permitisse. Na verdade eu não a queria.
Preferia que ela nunca tivesse surgido em minha vida.
Pôxa, logo agora?!
Tem até quem diz que já passou do tempo de isso acontecer comigo.
Não sei se é exagero, mas talvez precise procurar um especialista que me oriente como lidar com o antes, o durante e o depois dela.
Ela cresce a cada dia dentro de mim, à minha revelia.
Não há como oculta-la.
Não existe artifício para que ninguém saiba que ela está comigo.
Eu quis expulsa-la a força de dentro de mim, mas dói.
Tentei métodos menos ortodoxos, mas ainda sim, dói.
Não sei se o tempo pode cuidar disso melhor do que eu.
Temo que depois que ela se for, fique marcas em mim.
Confesso, no entanto, que não sentirei saudades. De nada.
Sentirei apenas, como de fato sinto, um amargo arrependimento por ter ousado tocá-la.
Bem que minha mãe dizia que quem não bole em espinha nunca vai se dar mal!!!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Um caleidoscópio

Como cada célula que compõe a pérola
Eu, você e nós
somos um no verso
Preciosos elos ligando histórias
Teceremos fios de luz
Para um colar brilhante

Como a partícula ou um por um dos átomos
Eu, você e nós,
somos universos
Preciosos selos findando capítulos
Nós seremos raios de luz
Para reinventar os inícios

Se acaso a sombra invadir
A sua casa e dividir
Cores e palavras, sonhos e sorrisos
Quando o vento espalhar
Frases sem explicação
Redes e retalhos, tardes sem sentido

Eu, você e nós
Seremos o inverso
Para iluminar o instante

Pedacinho meu
Aonde você vai?
Claros jogos de espelhos
Rotação e mutação
Esperando o tempo remover as cicatrizes
Esperando encontrar no pote o arco-íris

Fragmentos mil
Soltos pelo ar
Lâminas e cortes, cola,
Amor e sol nascente
A vida vem de formas diferentes
Com o dom que lhe é próprio
Oferecer as peças para você montar
O seu caleidoscópio
*
*
*
Eu, que sou meio analfabyte, não consegui colocar a musiquinha em La menor pra tocar aqui. Foi inspirada numa frase de Maria Carla no post Fragmentos da Karen, Flor do nosso jardim.
Me fez pensar sobre a utilidade dos cacos e escombros.
Tudo está em tudo e tudo é reconstrução.
O mundo não é inerte. É sombra, luz e mutação.
Eis a beleza da vida.
Que cada um saiba montar o seu caleidoscópio!
Sopro de Eves!

Michele


quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Estamos trabalhando nas frestas do tempo,
tentando mudar o mundo sem os moinhos de vento.
Deixando que as coisas fiquem
diferentes do que foram antes
Com exceção das bolinhas vermelhas
e da manada de elefantes!
Você está no sBLOGonoff!
Welcome

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

MASSA PODRE

Das empadas, prefiro aquelas feitas com a tal massa podre. Parece que a denominação provem do excesso de óleo que faz com que a massa se desmanche facilmente. Nome inconveniente, mas a massa é gostosa. Eu sempre comi, mas nunca havia procurado saber de onde vinha o nome. A gente não se importa e também não se pergunta muito sobre a origem das coisas e seus efeitos. Se é gostoso, consumimos. O pior, mesmo quando sabemos que não é saudável, raramente evitamos certas coisas. A Coca-Cola por exemplo, a gente sabe que ela desentope pias, desenferruja as coisas, faz mal para o estômago, derrete os ossos, entre outras coisas, mas qual de nós deixou de tomar Coca-Cola por saber disso? Levante a mão!!!Bom, o fato é que o conhecimento do mal não afasta o mal necessariamente, porque o mal é bom às vezes e o bem cruel, que o diga a tigresa! Tem gente que se compraz no sofrimento por achar que mais adiante a dor vai passar. Eu mesmo continuo tomando Coca-Cola, mesmo sabendo de seus danos e sei que muita gente sabe e toma. Quem é que liga realmente? Como é que tanta gente inteligente usa drogas e danifica o cérebro, mesmo sabendo dos efeitos malignos do vício. Quanta menininha fica grávida, mesmo sabendo da prevenção. Quanta gente contrai HIV por negligência? Isso sem falar das árvores que caem, dos carros que a gente continua lavando com mangueira, da TV que a gente assiste com a luz da sala apagada...Pois é, não é tão fácil tirar o espinho mesmo sabendo que ele nos causa dor. Existem os masoquistas inconscientes e existe também a consciência da própria burrice que persiste em não mudar. São nossas escolhas. Entre a dor e a delícia de sermos o que somos e vivermos o que vivemos, a vida passa.
Um dia a gente aprende!!!
Ou não.
.
Control+c/control+v de mim mesma. E os cabelos? Quanta diferença...

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Parênteses

Eu lanço minha alma no espaço,
Você pisa os pés na terra.
Eu experimento o futuro
E você só lamenta não ser o que era.
E o que era?
(A Seta e o Alvo - Paulinho Moska)

É um dia comum, como tantos que vivemos.
Aterrissei minha espaçonave no telhado desse café, e mesmo que um desmoronamento possa ocorrer, fico aqui, sem medo, esperando o tempo fazer algum efeito em meus sentidos no agora.
Não vai cair. Estou sob a proteção dos deuses de Eves.
A propósito, Eves é um planeta que surgiu na cabeça do meu irmão, Jônatas.
Jônatas era um cara enigmático, aliás, é um cara enigmático. Tinha um amigo invisível (não acredito que era imaginário), o Vico. O Vico vinha do planeta Eves. Vico de Eves!
O Vico viveu entre nós. Comia, dormia e brincava entre nós. Eu sempre respeitei sua presença, embora nunca o tivesse visto. Um dia ou outro, a gente sentava em cima do Vico, então o Jônatas socorria. Para facilitar, foi destinada uma cadeira especial para ele, na mesa de jantar. Foi assim até o dia em que ele disse que teria que ir embora em sua nave. Minha mãe fez uma festa de despedida, com bolo e brigadeiro!
Convidamos alguns amiguinhos e ninguém entendeu nada do porquê daquela festa na garagem! Ninguém via o Vico.
Isso faz uns 20 anos...
Então, um dia em 2005, sonhei com um menino azul, desses de seis braços, como Shiva. Era uma época mais ou menos conturbada de minha vida. Esse menino do sonho tinha uma flauta transversal. Vê, que idéia?!
O fato foi que ele soprou meu rosto e o vento balançou meu corpo inteiro.
Ele me disse que era o Vico, nosso amigo de infância. Disse que aquela era uma mensagem de Eves para mim e que as coisas ficariam bem. E como mágica, nos dias subseqüentes, as coisas realmente ficaram bem.
Não lembro direito do rosto do menino do sonho, mas lembro que foi assim.
Desde então comecei a emanar Sopros de Eves pro mundo. Um sonho pode ser apenas um sonho, mas um desejo é muita coisa. Quando digo "Sopro de Eves", imprimo ali o desejo de que ele surta o efeito levemente mágico que teve para mim.
E quando desejo, é menos automático do que quando digo apenas "abraços" nos finais.
Bom, a explicação era para ser apenas um parêntese, todavia, parênteses às vezes se estendem, transformando-se em períodos autônomos.
Eu por exemplo, era para ser outra coisa, mas abri parênteses existenciais e acabei saindo da rota. Hoje, encostada aqui no balcão desse boteco, sou apenas fração de tudo o que poderia ter sido.
Quantas vezes conseguimos manter o plano original?
E se o alvo na certa não te espera?
Por falar nisso, ele reclamou que "Corria todos os riscos e eu deixando a porta se fechar. Queria saber a verdade e que eu me preocupo em não me machucar.” É claro que eu preocupo em não me machucar. Vocês também não se preocupam não? Até quem se arrisca e segue, pensa em não se machucar.
Foi por isso que me prometi não mais amar.
Acontece, meus caros, que promessas como esta, resultam em nada, porque o coração zomba das promessas!
E certos parênteses zombam das frases!
.
.
Não era disso que eu queria falar...

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Embora aqui seja quente


Ah, Josephine, você me instiga!
Continuo afirmando que as coisas são perfeitas.
Entretanto, é preciso flutuar pra ver tudo isso. É preciso entender que toda causa tem efeito e que esta é a lei que rege o universo e que o torna harmônico. Nisto consiste a perfeição.
Eu nunca quis dizer para ninguém se contentar com tudo do jeito que está. Melhore as causas que os efeitos melhoram, ué! Simples. (Deveria ser).
Eu só quis dizer : Não se desespere, não se entregue. Isso aqui funciona sim!
O mundo é tão maior que nós...
Eu já te falei isso.
Porque perfeição em formato mínimo, Josephine, só nos flocos de neve.
Oh you look so beautiful tonight...
(City of bliding ligths)

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Josephine, todas as coisas são perfeitas

Existirá - Em todo porto tremulará a velha bandeira da vida
Acenderá todo farol - Iluminará uma ponta de esperança
E se virá, será quando menos se esperar, de onde ninguém imagina
Demolirá toda certeza vã
Não sobrará pedra sobre pedra

Não é porque o dia amanheceu chuvoso que o sol não continue brilhando ali por cima.
A toupeira viu o cometa pela poça lamacenta, se lembra?
Até a poeira sobre os móveis tem razão de ser. Ela não estaria ali se você limpasse.
Tudo, tudo Josephine, está de acordo com as leis gerais. Não percebe a engrenagem da desordem?
Não se preocupe, o perfume não deixará de existir, nem os abraços, nem os sorrisos. O prazer segue ao lado da dor. O mundo não está perdido.
Todos os dias cérebros são arrebatados, ou com revólveres, ou com informações ou com entorpecentes. A dor de dente, a fome, e a pizza de enchovas, o parque de diversões, o circo malacafento de cinco reais, o Circo do Sol de trezentos reais, os elefantes e os macacos em extinção, todas essas coisas continuarão existindo juntas. Coexistir.
Você acha que guardarão seus segredos para sempre, Josephine?
A função de um segredo é se revelar como um botão de rosas.
Mesmo os seus.
O planeta agora é uma grande bola pulsante, pronta para explodir.
Caso isso aconteça, você vai explodir junto, assim como eu, como eles e todos os outros pronomes. Cada um de nossos átomos (ainda acentuados como as curvas da estrada de Santos!) percorreria todos os anos luz que nos separaram da verdade por todos esses anos e reconstruiríamos, partícula por partícula, uma nova galáxia.
De que cor ela seria?
Por isso não se afobe agora. A pulsação pode permanecer por décadas, como se você caminhasse sobre um campo minado e mesmo assim, seria possível ter paz, sobretudo na grande explosão.
Porque todas as coisas são perfeitas, Josephine.



Enquanto isso, não nos custa insistir na questão do desejo.
Não deixar se extinguir. Desafiando de vez a noção

na qual se crê que o inferno é aqui.
Existirá - E toda raça então experimentará para todo mal a cura.
(A Cura - Lulu Santos)

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Eu ia deletar o post abaixo. Ia deixar uma televisão desligada no lugar, mas resolvi apenas seguir. Por mais que eu queira um botão de “reset”, só é possível o “play”!
Descobri que não existem reinícios, mas sim continuações. E até que sou bem aventurada! Se eu abrir os olhos, verei com certeza os anjos ao meu redor. Todas as luzes! Olhem só, os comentários ao post abaixo!! Eles me fizeram chorar sim, mas foi diferente do que desejei hoje pela tarde. Vocês, mesmo distantes foram necessários. Sou grata a todos.
Seria muito bom se fosse possível apertar o start e começar do zero (que redundante, né?!), como no vídeo game.
Só que isso aqui é mais que um jogo.
Jogos acabam com o "Game Over".
A vida não.
Que bom!
Vila Velha, 15 de outubro de 2008.

Hoje é mais um dia quente, porém, aqui dentro desta sala, meus músculos doem perto do frio artificial do ar condicionado.
A rua parece outro mundo.
Os dias passaram, mas a angústia não passou. E o pior de tudo é que não tenho a quem recorrer, a não ser eu mesma. O grande problema, é que não sei necessariamente como me ajudar, como não me tornar uma kami Kase agora e acabar prejudicando outras vidas.
Detesto ficar triste e confesso que acho que deve haver algo muito anormal em alguém que está constantemente triste. Não é assim que é pra viver. Gente é pra brilhar.
Eu tenho aqui vários sentimentos, mas ainda não sentei para encarar nenhum.
Hoje eu queria escrever sobre a emoção que senti ao saber que o filho do meu irmão caçula já habita o planeta pelo lado de fora. Meu sobrinho Yan! De qualquer forma, eu queria que ele sentisse que embora o mundo seja um lugar muito perigoso, é também cheio de belezas que podemos tocar e de belezas que apenas nosso coração pode ver.
E quero muito que ele seja um homem de bem a mais por aqui. Que ele seja bem vindo.
Eu sei sobre nossa imperfeição. Às vezes tenho a impressão de que vivo num baile de máscaras. Só que eu penso que se esta é a forma das coisas, é preciso viver conforme esta realidade. Não vale a pena apedrejar a realidade e muito menos negá-la.
O impulso pelo bem é latente.
Ah, eu já nem sei do que estou falando.
Só sei dessa vontade incrível de chorar.
Sem colo.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Porque ela dormiu de calça jeans



"...você me disse que eu destruo sempre a sua mais romântica ilusão. E destruo sempre com minha palavra o que me incomodou. Acho que é sim. Como fere e faz barulho o bicho que se machucou, viu?!"
(Todo mundo é lobo por dentro - Oswaldo Montenegro)

mas isso não é desculpa – nota do sblogonoff

É engraçado como certas coisas acontecem.
A gente de vez em quando complica o simples por nada.
Por exemplo, Fulano, sem querer, fez algo que incomodou Cicrano, mas Cicrano não quis dizer e nem exteriorizar que se sentiu incomodado. Ao invés disso, preferiu ser desagradável com Fulano. Fulano, que pensava que tudo estava bem, não sabe porque Cicrano estava tão hostil e por sua vez, foi ficando fulo da vida. É assim que a meleca circular e viciosa começa. Não é muito mais fácil, já que todos são civilizados, Cicrano chegar em Fulano e dizer: “Olha Fulano, aquilo que você fez me incomodou por causa disso e disso e disso”. ??? Ou então, Cicrano chegar pra Fulano e perguntar: Eu fiz alguma coisa que te incomodou?
Exemplo 0.1: Godofredo fez algo que Jeremias não gostou. Jeremias, ao invés de falar com Godofredo diretamente, já espalhou pra todo mundo que Godofredo agiu assim e assado. Colocou o outro na berlinda sem chance de defesa. Tsc, tsc. E quando Godofredo aparece, Jeremias é só sorrisos! Não dá pra entender.
Outro exemplo: Beltrano sentiu ciúmes de Miltrana, mas ao invés de dizer isso à ela, começou a desvalorizar a menina, a feri-la com comentários depreciadores e ela, sem entender nada, foi embora magoada e não vai dormir direito à noite. Não seria muito melhor se Beltrano falar para Miltrana que ficou com ciúmes, que se sente inseguro??
Exemplo três: A esposa de Mélvio dormiu de calça jeans e agora Mélvio está insuportável com todos no trabalho. Seria muito melhor se Mélvio desistisse de querer descontar em todo mundo suas insatisfações, porque nem todo mundo tem bola de cristal para adivinhar que sua noite não foi boa e nem todo mundo tem paciência suficiente para compreender sua grosseria.
Já que somos tão civilizados, já que nos consideramos tão modernos, porque destilamos pequenas vinganças nas relações? Todo mundo está propenso a desapontar e ser desapontado, a magoar e ser magoado. Tem gente que não dissolve a mágoa, engole sapos indigestos e tenta ostentar sorrisos. Quando não suporta mais, começa a descontar no outro, em doses homeopáticas, sua hostilidade, o que acaba por minar as relações. Isso é ainda pior do que as respostas à queima roupa, do que o “bate e volta” reacionário. É mais digno (embora não seja mais fácil) ser humilde, respirar e ir falar com a pessoa que existe um problema. Falar em tom moderado, consciente que é um potencial causador de feridas também. Se preciso for, é até melhor deixar a raiva passar e só depois ir esclarecer as coisas. É melhor do que se armar com o dedo em riste e sair bradando. Adianta virar o Hulk?! Li por aí, que o oprimido é sempre o pior opressor. E acho que é verdade. Cobras atacam para se defender, e sem o devido cuidado, o ataque é letal. Mas nós estamos num grau mais elevado da escala evolutiva, não é?! Acho que estamos ali, onde diz: Animais RACIONAIS.
Pode-se até não conseguir o resultado ideal, mas teremos feito a parte grandiosa de ser humano. Caso o outro não entenda, já não será problema nosso. Todo mundo tem seu tempo.O que posso afirmar, é que na maioria esmagadora das vezes dá certo. Palavra de uma garota impulsiva que está aprendendo (antes tarde do que nunca!) os benefícios do diálogo e descobrindo que até o pastel chinês da esquina é muito melhor que os sapos que ela engolia e não conseguia digerir.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O dia depois de ontem

A segunda-feira acordou como uma cidade do velho oeste após o tiroteio.
Ontem foi o duelo, (polielo, se é que essa palavra existe!), hoje são os vestígios.
As ruas sujas de santinhos, os muros cheios de propaganda, os vencedores e vencidos, todos na mesma poluição visual. Pelo menos estaremos livre dos jingles infernais!
É, porque quando ouvi Let it be dos Beatles, parodiada, pensei, coitada da democracia, gente!
Pense no refrão de Let it be.. Pensou? Pois é, o jingle era assim: Vote em mim, vote em mim, vote em mim, vote em mim, juntos venceremos, vote em mim, uuuhhh. Tinha até o uuuhhhh. E a Drag Queen que parodiou I will survive? O jingle de sua campanha era uma paródia do Hino Gay da Gloria Ganyor!! Foi eleita! Chica Chiclete, vereadora de Vila Velha! Nada contra a orientação dela, mas a companha foi um grande circo, assim como tantas outras.
Eu nem estou falando de política. Tô falando de bom senso!
Ai, ai...
É por isso que valorizo tanto o chocolate.
As coisas não vão bem, mas eu tenho um Laka, e por enquanto, isto basta!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Sol na casa 2, Lua na casa 4

Dizem que os primeiros 15 minutos do seu dia determinam como será o resto.
Acordei de mal humor, embora o sol e a lua estejam nas casas que me trariam harmonia.
Quimeras.
Não devo ter ido para um lugar muito legal no astral, esta noite.
Quis e até agora quero estar em silêncio.
Falar me irrita.
Explicar me irrita.
Não quero falar, não quero ter que explicar o porquê de eu não querer falar.
Hoje sou leite coalhado. Azedo.
Vou esperar o dia passar. Talvez, até o fim da tarde essa sensação mude.
Talvez a garganta desinfame, talvez a gripe se cure, talvez a cabeça pare de doer, talvez aconteça aquele fluxo de sangue. (acho menstruação uma palavra esteticamente feia.).
Pode ser TPM. Pode não ser nada. Pode ser qualquer coisa.
Talvez seja culpa da Lua. Talvez os astros nada tenha a ver com o meu dia.
Talvez (muito talvez) eu pare de pensar se realmente quero (você) em minha vida.
Acho que não posso.
Acho que isso passa.
Estou com saudades de casa...