Por desconhecimento de certas leis, corremos o risco de adicionar doses a mais em nossa medida transformando o remédio em veneno.
Não existe um manual para tudo, mas já consola saber que nós somos um grande e complexo manual. Tudo o que precisamos saber, est[a codificado em n[os mesmos. Respostas externas s'ao apenas confirma;'oes.
Éramos simples no início. Era fácil identificar quando nosso choro era fome e quando era cólica. Acontece que em algum momento da existência, alguém resolveu descobrir como funcionamos sem observar com cuidado cada detalhe. Nessa de tentar por vocação autodidata, desprogramou todas as coisas e agora somos um complexo sistema que desconfia da exatidão das leis da física.
Fazemos questionamentos sobre relações, ciúmes, inveja, baixa auto-estima, mas nunca obtivemos respostas erga-omnes. Somos tão bons na teoria, mas a prática parece ter saído de um livro que nunca quisemos ler.
Suco de goiaba pode funcionar pra você, mas pra mim, só o Imosec.
E a pimenta no olho alheio continuará sendo refrigerante de cola.
Se alguém sabia a fórmula certa, bebeu e depois morreu sem revelar a ninguém.
E nos condenou à inexatidão...
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Picos e Precipícios
quarta-feira, 20 de maio de 2009
A Manuelita de Alto Pongal, pergunta o que fazer em relação à vizinha que tem por profissão vigiar a vida alheia. Ela reclama da falta de privacidade e ainda diz que não pode nem errar em paz.
Bom, Manuelita, veja pelo lado bom, você tem um Big Brother sem confinamento!!
Pensando bem, só tem lado ruim nisso. Pelo menos, se tivesse o milhão.
Mas olha, Manu, vou te chamar assim, que aqui nesse programa a gente procura ser íntimo da pessoa, sabe?! Pois então, Manu, se a vida te der um milhão de reais, muda pra longe da sua vizinha. Mas se a vida te der o milhão, faça uma pamonha, mulher!
Ou um cural de milho. E depois leve pra ela numa forminha e lembre-se de pedir de volta a forminha antes de sair, caso contrário, ela vai querer ir no seu quarto pra te devolver.
Compreenda, Manu, que quem não consegue enfrentar seus fantasmas é que cuida da vida dos outros. Ta... Tira a Unimed!
Mas é assim que funciona: sua vizinha tem um monte de problemas que ela não quer resolver e vai querer saber dos seus! É mais fácil assistir a peça no camarote do que escrever o roteiro ou decorar as falas.
E outra, ela te fiscaliza e você nem precisa pagar imposto!
Boba é ela.
Manu, lembre-se de não fazer na vida pública o que você faz na privada, ta?!
Entenda como quiser, mas acredite no que eu digo.
Para certos conflitos existem soluções.
Para os outros existem decisões.
Entendeu?
Entre em contato com a gente, que nossa equipe faz de tudo, dá susto em vizinha chata, leva seu filho na escola, vai à reunião de pais e mestres, inventa desculpas pra você dar quando esquecer do aniversário de casamento...
Bom, Manuelita, veja pelo lado bom, você tem um Big Brother sem confinamento!!
Pensando bem, só tem lado ruim nisso. Pelo menos, se tivesse o milhão.
Mas olha, Manu, vou te chamar assim, que aqui nesse programa a gente procura ser íntimo da pessoa, sabe?! Pois então, Manu, se a vida te der um milhão de reais, muda pra longe da sua vizinha. Mas se a vida te der o milhão, faça uma pamonha, mulher!
Ou um cural de milho. E depois leve pra ela numa forminha e lembre-se de pedir de volta a forminha antes de sair, caso contrário, ela vai querer ir no seu quarto pra te devolver.
Compreenda, Manu, que quem não consegue enfrentar seus fantasmas é que cuida da vida dos outros. Ta... Tira a Unimed!
Mas é assim que funciona: sua vizinha tem um monte de problemas que ela não quer resolver e vai querer saber dos seus! É mais fácil assistir a peça no camarote do que escrever o roteiro ou decorar as falas.
E outra, ela te fiscaliza e você nem precisa pagar imposto!
Boba é ela.
Manu, lembre-se de não fazer na vida pública o que você faz na privada, ta?!
Entenda como quiser, mas acredite no que eu digo.
Para certos conflitos existem soluções.
Para os outros existem decisões.
Entendeu?
Entre em contato com a gente, que nossa equipe faz de tudo, dá susto em vizinha chata, leva seu filho na escola, vai à reunião de pais e mestres, inventa desculpas pra você dar quando esquecer do aniversário de casamento...
sábado, 25 de abril de 2009
Crise nada, marolinha semântica!
Você acorda e tem um dia inteiro em branco ao seu redor.
Ainda não disse uma palavra a ninguém.
Então você pensa em milhões de coisas pra fazer, consciente que fará de fato, pelo menos duas coisas.
A primeira delas é se levantar da cama.
A segunda é o mistério da cada um.
Se eu tivesse uma nave espacial, ia querer ter também um sabre de luz.
A luz do sol está indo pro Japão.
A luz da tela do computador diante dos meus olhos é a única coisa que ilumina esse lugar.
Os últimos textos parecem tolices comparados aos dias áureos.
Hoje, só ouro de tolo.
Tomo uma decisão.
É hora do sblogonoff tirar férias.
Indeterminadas.
Quiçá, um dia a fúria desse front
Virá lapidar o sonho até gerar o som.
Tchau, amigos, eu sou a senhora "Sem Inspiração".
Atchim.
Saúde.
Amém.
Créditos para Sina do Djavan.
Ainda não disse uma palavra a ninguém.
Então você pensa em milhões de coisas pra fazer, consciente que fará de fato, pelo menos duas coisas.
A primeira delas é se levantar da cama.
A segunda é o mistério da cada um.
Se eu tivesse uma nave espacial, ia querer ter também um sabre de luz.
A luz do sol está indo pro Japão.
A luz da tela do computador diante dos meus olhos é a única coisa que ilumina esse lugar.
Os últimos textos parecem tolices comparados aos dias áureos.
Hoje, só ouro de tolo.
Tomo uma decisão.
É hora do sblogonoff tirar férias.
Indeterminadas.
Quiçá, um dia a fúria desse front
Virá lapidar o sonho até gerar o som.
Tchau, amigos, eu sou a senhora "Sem Inspiração".
Atchim.
Saúde.
Amém.
Créditos para Sina do Djavan.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
PROGRAMAS PARA DONAS DE CASA
A cunhada disse que reparou na minha dificuldade.
Tem dia certo para colocar o lixo na rua e eu nunca lembro.
Da última vez, chegou a dar larvinhas e cheiro ruim.
Tem que prestar atenção nas teias de aranha.
As aranhas estão sempre fazendo teias. Pra quê?
Achei que era só olhar para as quinas da parede de vez em quando, mas tem que ser toda hora.
Tem que colocar as panelas em ordem na cozinha.
Tem que cozinhar na medida para não sobrar e evitar desperdício.
Ah, a cozinha...
Aquilo é um lugar hostil.
A faca, totalmente cega. Não corta nada, mas retalhou minha mão.
Agora explica, o eu acontece com as facas???
E aquela lingüiça?
Pensei que fosse só colocar na panela com óleo e pronto.
Era só esperar fritar.
Eu fiz isto, esperando bons resultados, mas o que vi foi uma noite de São João precedendo a hora do almoço.
A lingüiça explode, solta rojões, foguetes, e aquele óleo que espirra, além de sujar o fogão, o chão, e manchar as panelas adjacentes, também deixa o braço da gente cheio de bolinhas.
Você precisa ferventar antes, menina!
Agora fervento tudo antes. Até o arroz.
Qualquer carne. E evito frituras.
Aprendi a fazer pão de mel num desses programa de TV que passam de manhã.
Fiz. A gente nem usa mel na receita. Saiu um bolinho bem duro e preto.
Ninguém conseguiu comer.
Hoje lembrei do lixo.
Mais um dia de vitória nessa casa vazia.
Tem dia certo para colocar o lixo na rua e eu nunca lembro.
Da última vez, chegou a dar larvinhas e cheiro ruim.
Tem que prestar atenção nas teias de aranha.
As aranhas estão sempre fazendo teias. Pra quê?
Achei que era só olhar para as quinas da parede de vez em quando, mas tem que ser toda hora.
Tem que colocar as panelas em ordem na cozinha.
Tem que cozinhar na medida para não sobrar e evitar desperdício.
Ah, a cozinha...
Aquilo é um lugar hostil.
A faca, totalmente cega. Não corta nada, mas retalhou minha mão.
Agora explica, o eu acontece com as facas???
E aquela lingüiça?
Pensei que fosse só colocar na panela com óleo e pronto.
Era só esperar fritar.
Eu fiz isto, esperando bons resultados, mas o que vi foi uma noite de São João precedendo a hora do almoço.
A lingüiça explode, solta rojões, foguetes, e aquele óleo que espirra, além de sujar o fogão, o chão, e manchar as panelas adjacentes, também deixa o braço da gente cheio de bolinhas.
Você precisa ferventar antes, menina!
Agora fervento tudo antes. Até o arroz.
Qualquer carne. E evito frituras.
Aprendi a fazer pão de mel num desses programa de TV que passam de manhã.
Fiz. A gente nem usa mel na receita. Saiu um bolinho bem duro e preto.
Ninguém conseguiu comer.
Hoje lembrei do lixo.
Mais um dia de vitória nessa casa vazia.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Madrugada ensolarada
envelheço na cidade
Quero a Guanabara, quero o rio nilo, quero tudo ter, estrela, flor, estilo
*
Porque a paciência é uma conquista.
Não sei porque você pede a Deus pra que te dê o que você já tem, mas não exercita.
Vê? As coisas são tão simples.
Parece óbvia a idéia de que toda ação possui uma reação.
Mas na hora da prova, o óbvio se transforma em lágrimas e tormenta.
É tão fácil quando é com os outros.
Hoje essa chuva fina vem limpar o ar, molhar qualquer poeira perdida
Poeira invisível de se ver contra a luz
Poeira camuflada na cortina
Essa chuva faz um abril úmido e tímido
E além disso molha o edredon que ficou esquecido no varal.
Tudo está onde deveria estar.
Meu desejo de querer mais está onde deve.
Eu vejo os problemas ao meu redor
Eu sei dos problemas dentro de mim
Mas eu sei também que há sorrisos
Sorrisos que vão muito além do que riem as hienas
Sorrisos mais que amarelos, sorrisos coloridos.
E não é nada que oculta o mal.
É um sorriso consciente da própria beleza de sorrir.
É um sorriso que começa lá no coração e aparece sereno na superfície.
A paciência é uma conquista quando o mundo grita
Ás vezes você não entende.
E eu queria ter mais que palavras para explicar
Que isso é só um pequeno fragmento do que há pra ser vivido.
Que depois vem a brasa devorando o breu
Contudo, o breu não é ruim, nem a noite.
Muitas vezes a gente se revela à noite.
Certas pessoas só se desnudam no escuro.
E no escuro eu consigo sentir o seu olhar.
Eu sei que o seu olhar melhora o meu.
Quero a Guanabara, quero o rio nilo, quero tudo ter, estrela, flor, estilo
*
Porque a paciência é uma conquista.
Não sei porque você pede a Deus pra que te dê o que você já tem, mas não exercita.
Vê? As coisas são tão simples.
Parece óbvia a idéia de que toda ação possui uma reação.
Mas na hora da prova, o óbvio se transforma em lágrimas e tormenta.
É tão fácil quando é com os outros.
Hoje essa chuva fina vem limpar o ar, molhar qualquer poeira perdida
Poeira invisível de se ver contra a luz
Poeira camuflada na cortina
Essa chuva faz um abril úmido e tímido
E além disso molha o edredon que ficou esquecido no varal.
Tudo está onde deveria estar.
Meu desejo de querer mais está onde deve.
Eu vejo os problemas ao meu redor
Eu sei dos problemas dentro de mim
Mas eu sei também que há sorrisos
Sorrisos que vão muito além do que riem as hienas
Sorrisos mais que amarelos, sorrisos coloridos.
E não é nada que oculta o mal.
É um sorriso consciente da própria beleza de sorrir.
É um sorriso que começa lá no coração e aparece sereno na superfície.
A paciência é uma conquista quando o mundo grita
Ás vezes você não entende.
E eu queria ter mais que palavras para explicar
Que isso é só um pequeno fragmento do que há pra ser vivido.
Que depois vem a brasa devorando o breu
Contudo, o breu não é ruim, nem a noite.
Muitas vezes a gente se revela à noite.
Certas pessoas só se desnudam no escuro.
E no escuro eu consigo sentir o seu olhar.
Eu sei que o seu olhar melhora o meu.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Sequência das temporadas
E abril chegou mais uma vez, fechando portas, abrindo janelas e gavetas.
E porque não, outras portas?
Transporte - do passado ao presente - a única viagem possível a mim.
Porte de alma no planeta portátil.
E abril chegou úmido. Trouxe chuva e chocolates.
E vai trazer meu amor pro meu lado.
Até que eu passe além das Passagens!
E nesse passo, eu vou crescendo.
Somando todos esses outonos, noves fora, zero!
Eu sigo bem atrás de um Coração!
Nós vamos sob o vermelho de Marte, rumo à redenção.
Queremos paz na guerra constante.
Banana caramelada e chocolate.
Em certos dias, já foi o bastante.
Em outros dias, buscamos sentidos a mais.
Então, estamos aqui, mas nosso papel não está em branco.
São muitos riscos, paisagens e borrões.
São traços para continuar...
É o infinito enfeitando as datas e apagando as velas.
São as velhas!
E porque não, outras portas?
Transporte - do passado ao presente - a única viagem possível a mim.
Porte de alma no planeta portátil.
E abril chegou úmido. Trouxe chuva e chocolates.
E vai trazer meu amor pro meu lado.
Até que eu passe além das Passagens!
E nesse passo, eu vou crescendo.
Somando todos esses outonos, noves fora, zero!
Eu sigo bem atrás de um Coração!
Nós vamos sob o vermelho de Marte, rumo à redenção.
Queremos paz na guerra constante.
Banana caramelada e chocolate.
Em certos dias, já foi o bastante.
Em outros dias, buscamos sentidos a mais.
Então, estamos aqui, mas nosso papel não está em branco.
São muitos riscos, paisagens e borrões.
São traços para continuar...
É o infinito enfeitando as datas e apagando as velas.
São as velhas!
São ovelhas
negras ou desgarradas
É o bonde do dom que me leva
Os anjos que me carregam
Os automóveis que me cercam
Os santos que me projetam
Nas asas do bem desse mundo
Carrego um quintal lá no fundo
A água do mar me bebe
A sede de ti prossegue
É o bonde do dom que me leva
Os anjos que me carregam
Os automóveis que me cercam
Os santos que me projetam
Nas asas do bem desse mundo
Carrego um quintal lá no fundo
A água do mar me bebe
A sede de ti prossegue
*
(Marisa Monte/Arnaldo Antunes/Carlinhos Brown)
segunda-feira, 30 de março de 2009
Pode ser que sendo não seja, mesmo assim, é o que é. Esses são dias de luta
Se sou eu ainda jovem, passando por cima de tudo
Se hoje canto essa canção, o que cantarei depois?
(Ira)
Ás vezes eu queria que o tempo acelerasse uns 10 anos de uma vez, pra eu rir disso tudo.
Mas tudo isso passa como tudo na vida: Não passa adiante apertando um botão
É preciso lidar com a lógica e é preciso paciência para lidar com a lógica, com a ordem cronológica.
É preciso saber sambar na cadência pra não perder o compasso pra não criar ilusão, pra não sair da ciranda.
Ás vezes eu fico nivelando com dores que considero maiores que as que sinto
E digo: eu até que to bem!
Busco alegrias nas frestas do tempo.
Coisas que eu não encontraria se fosse como eu queria: acelerando aqueles 10 anos...
Então vem a vida e surpreende com mais flores e luz que eu mereço.
Nessas horas, o que sinto não tem preço
Eu tenho pressa, a correria embarga o ócio
A fome dos meninos na tv quase me aniquila*
Mas é preciso progresso em minha vida e um pouco mais de ordem no meu quarto.
Queria um motivo pra fazer uma piada, mas a vida por si só já tem graça.
Mesmo que de graça apenas alguns sorrisos.
Se eu dormir agora, é confortante saber
Que amanhã a manhã virá.
Lá vem mais outro outono...
se meu filho não nasceu, eu ainda sou um filho...
* Reportagem do Fantástico, sobre uns meninos em Goiás que vão pra escola só pra comer uma merenda que chega como que por um impulso milagroso. Eu sei que tem isso aqui bem perto de nós, né Elga? Mas por mais que o mundo tenha suas dores, os problemas que temos são imediatos. E precisam de uma posição de ação ou inércia de nossa parte. É assim que é, cada um no seu quadrado com a cruz que lhe cabe...
Se hoje canto essa canção, o que cantarei depois?
(Ira)
Ás vezes eu queria que o tempo acelerasse uns 10 anos de uma vez, pra eu rir disso tudo.
Mas tudo isso passa como tudo na vida: Não passa adiante apertando um botão
É preciso lidar com a lógica e é preciso paciência para lidar com a lógica, com a ordem cronológica.
É preciso saber sambar na cadência pra não perder o compasso pra não criar ilusão, pra não sair da ciranda.
Ás vezes eu fico nivelando com dores que considero maiores que as que sinto
E digo: eu até que to bem!
Busco alegrias nas frestas do tempo.
Coisas que eu não encontraria se fosse como eu queria: acelerando aqueles 10 anos...
Então vem a vida e surpreende com mais flores e luz que eu mereço.
Nessas horas, o que sinto não tem preço
Eu tenho pressa, a correria embarga o ócio
A fome dos meninos na tv quase me aniquila*
Mas é preciso progresso em minha vida e um pouco mais de ordem no meu quarto.
Queria um motivo pra fazer uma piada, mas a vida por si só já tem graça.
Mesmo que de graça apenas alguns sorrisos.
Se eu dormir agora, é confortante saber
Que amanhã a manhã virá.
Lá vem mais outro outono...
se meu filho não nasceu, eu ainda sou um filho...
* Reportagem do Fantástico, sobre uns meninos em Goiás que vão pra escola só pra comer uma merenda que chega como que por um impulso milagroso. Eu sei que tem isso aqui bem perto de nós, né Elga? Mas por mais que o mundo tenha suas dores, os problemas que temos são imediatos. E precisam de uma posição de ação ou inércia de nossa parte. É assim que é, cada um no seu quadrado com a cruz que lhe cabe...
sexta-feira, 13 de março de 2009
Coceira
Talvez porque eu não pense em mais nada diferente.
Tudo ficou meio disperso na ordem de minha confusão.
O cubo mágico se moveu mais uma vez e eu já estou em outro quadrado.
Somos multigeométricos.
Inexatos demais para cabermos em qualquer fórmula.
Nós todos os que aqui postamos.
Eu, você, você e você também.
O que é que a gente realmente quer?
Hoje eu não sei de nada.
Os pernilongos que devoraram minha perna sugaram a inspiração que havia e infectaram algumas respostas.
Olha só, tenho uma constelação na perna!
Li que eles se guiam pelo cheiro.
Dane-se todos os pernilongos e seus olfatos.
Hoje tudo o que fez sentido foram as risadas do Ian.
As primeiras de muitas.
Menininho, você com sua risada banguelinha nem imagina o que passei, o que passo, o que tenho que consertar...
Você nem imagina como o mundo precisa ser consertado.
Mas o que importa agora?
Eu tenho as pernas firmes e você, o mundo inteiro.
Nós somos os "Sultains of swing"!!!
Tudo ficou meio disperso na ordem de minha confusão.
O cubo mágico se moveu mais uma vez e eu já estou em outro quadrado.
Somos multigeométricos.
Inexatos demais para cabermos em qualquer fórmula.
Nós todos os que aqui postamos.
Eu, você, você e você também.
O que é que a gente realmente quer?
Hoje eu não sei de nada.
Os pernilongos que devoraram minha perna sugaram a inspiração que havia e infectaram algumas respostas.
Olha só, tenho uma constelação na perna!
Li que eles se guiam pelo cheiro.
Dane-se todos os pernilongos e seus olfatos.
Hoje tudo o que fez sentido foram as risadas do Ian.
As primeiras de muitas.
Menininho, você com sua risada banguelinha nem imagina o que passei, o que passo, o que tenho que consertar...
Você nem imagina como o mundo precisa ser consertado.
Mas o que importa agora?
Eu tenho as pernas firmes e você, o mundo inteiro.
Nós somos os "Sultains of swing"!!!
domingo, 1 de março de 2009
COMA
É engraçado pensar no ato de comer.
A procura pelo alimento é natural e instintiva. Todo animal racional ou não, sabe que precisa de alimento para sobreviver.
A procura pelo alimento é natural e instintiva. Todo animal racional ou não, sabe que precisa de alimento para sobreviver.
Comer, comer, é melhor para poder crescer!
O que se come, inclusive, classifica-nos biologicamente.
O ser humano come de tudo, come até gente, viva ou morta, luxuriosamente ou em tragédias como nos Andes, antropofagicamente, no meio do mato!
Dependendo do prato, você transgride e subverte. Filmes como “A Festa de Babete” (que acho excelente) ou Chocolate mostram bem isso.
Leões não ligam se sua carne está bem ou mal passada, se está temperada ou insossa. Nós, seres humanos, somos mais seletivos no paladar e ao longo do tempo rebuscamos nossos livros de receitas com a criatividade do possível e do reprovável.
Até Leonardo da Vinci foi um gourmet.
Em Nova York, existe um Clube dos Exploradores, que comem (de beca e vestidos longos) lesmas, baratas, vermes, tarântulas fritas, e confessam que é delicioso.
Devem fazer jejum antes de um banquete assim!
Em certos momentos, eu só penso em comida, em receitas. Isso acontece quando a fome aperta e estou longe de poder comer. Acontece no meio do trabalho, quando estou voltando pra casa... As receitas giram ao redor da minha cabeça e tenho ilusões de Zeta Jones, em “Sem Reservas”. Mas agora, tudo é deletado da idéia. Minhas antigas preferências são eliminadas do menu pelas borboletas cáusticas que voaram em meu estômago, e agora preciso aplaudir os cream crakers.
Nunca fui muito seletiva (lê-se : fresca) para comer. São poucas as coisas que excluo do meu garfo.
Mas foram tantas emoções que meu estômago não agüentou e apelou: aqui não entra mais suco de laranja, não entra mais massas, não entra catchup nem tomate, não entra coca cola, não entra morango, abacaxi, café, e lá se vai a lista. Todo mundo está barrado.
E é por isso que venho tendo pesadelos com batata frita e bacon.
Eu também nem queria mesmo.
Lesmas flambadas, caviar, arroz com feijão, sobremesas, pão de queijo, relacionamentos, problemas do escritório, mentiras e pipoca colorida, no fim ...
O que se come, inclusive, classifica-nos biologicamente.
O ser humano come de tudo, come até gente, viva ou morta, luxuriosamente ou em tragédias como nos Andes, antropofagicamente, no meio do mato!
Dependendo do prato, você transgride e subverte. Filmes como “A Festa de Babete” (que acho excelente) ou Chocolate mostram bem isso.
Leões não ligam se sua carne está bem ou mal passada, se está temperada ou insossa. Nós, seres humanos, somos mais seletivos no paladar e ao longo do tempo rebuscamos nossos livros de receitas com a criatividade do possível e do reprovável.
Até Leonardo da Vinci foi um gourmet.
Em Nova York, existe um Clube dos Exploradores, que comem (de beca e vestidos longos) lesmas, baratas, vermes, tarântulas fritas, e confessam que é delicioso.
Devem fazer jejum antes de um banquete assim!
Em certos momentos, eu só penso em comida, em receitas. Isso acontece quando a fome aperta e estou longe de poder comer. Acontece no meio do trabalho, quando estou voltando pra casa... As receitas giram ao redor da minha cabeça e tenho ilusões de Zeta Jones, em “Sem Reservas”. Mas agora, tudo é deletado da idéia. Minhas antigas preferências são eliminadas do menu pelas borboletas cáusticas que voaram em meu estômago, e agora preciso aplaudir os cream crakers.
Nunca fui muito seletiva (lê-se : fresca) para comer. São poucas as coisas que excluo do meu garfo.
Mas foram tantas emoções que meu estômago não agüentou e apelou: aqui não entra mais suco de laranja, não entra mais massas, não entra catchup nem tomate, não entra coca cola, não entra morango, abacaxi, café, e lá se vai a lista. Todo mundo está barrado.
E é por isso que venho tendo pesadelos com batata frita e bacon.
Eu também nem queria mesmo.
Lesmas flambadas, caviar, arroz com feijão, sobremesas, pão de queijo, relacionamentos, problemas do escritório, mentiras e pipoca colorida, no fim ...
*
...TUDO VIRA BOSTA
*
(Moacyr Franco)
**
O ovo frito, o caviar e o cozido
A buchada e o cabrito
O cinzento e o colorido
A ditadura e o oprimido
O prometido e não cumprido
E o programa do partido
Tudo vira bosta...
O vinho branco, a cachaça, o chope escuro
O herói e o dedo-duro
O grafite lá no muro
Seu cartão e seu seguro
Quem cobrou ou pagou juro
Meu passado e meu futuro
Tudo vira bosta...
Um dia depois
Não me vire as costas
Salvemos nós dois
Tudo vira bosta...
Filé 'minhão', 'champinhão', 'Don Perrinhão'
Salsichão, arroz, feijão
Mulçumano e cristão
A Mercedes e o Fuscão
A patroa do patrão
Meu salário e meu tesão
Tudo vira bosta...
O pão-de-ló, brevidade da vovó
O fondue, o mocotó
Pavaroti, Xororó
Minha Eguinha Pocotó
Ninguém vai escapar do pó
Sua boca e seu loló
Tudo vira bosta...
A rabada, o tutu, o frango assado
O jiló e o quiabo
Prostituta e deputado
A virtude e o pecado
Esse governo e o passado
Vai você que eu 'tô cansado'
Tudo vira bosta...
Um dia depois
Não me vire as costas
Salvemos nós dois
Tudo vira bosta...
A buchada e o cabrito
O cinzento e o colorido
A ditadura e o oprimido
O prometido e não cumprido
E o programa do partido
Tudo vira bosta...
O vinho branco, a cachaça, o chope escuro
O herói e o dedo-duro
O grafite lá no muro
Seu cartão e seu seguro
Quem cobrou ou pagou juro
Meu passado e meu futuro
Tudo vira bosta...
Um dia depois
Não me vire as costas
Salvemos nós dois
Tudo vira bosta...
Filé 'minhão', 'champinhão', 'Don Perrinhão'
Salsichão, arroz, feijão
Mulçumano e cristão
A Mercedes e o Fuscão
A patroa do patrão
Meu salário e meu tesão
Tudo vira bosta...
O pão-de-ló, brevidade da vovó
O fondue, o mocotó
Pavaroti, Xororó
Minha Eguinha Pocotó
Ninguém vai escapar do pó
Sua boca e seu loló
Tudo vira bosta...
A rabada, o tutu, o frango assado
O jiló e o quiabo
Prostituta e deputado
A virtude e o pecado
Esse governo e o passado
Vai você que eu 'tô cansado'
Tudo vira bosta...
Um dia depois
Não me vire as costas
Salvemos nós dois
Tudo vira bosta...
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Estou indo
É assim que os anos passam.
De repente é carnaval.
E depois dele o ano começa.
É assim aqui no Brasil.
Estou na expectativa do looping.
A vida que me ensinaram como uma vida normal,
não foi a vida que eu quis viver.
Frio na barriga.
O frio na barriga é quente.
Sinto o vento dos impulsos.
Estou na crista, mas estarei por segundos.
A vida não vai sempre passar em flash back.
Algumas escolhas não possuem o botão de reversão.
Mudar de idéia, não é alternativa.
Você escolhe e o resto é conseqüência.
É preciso cavar buracos para plantar sementes. (Sobre a dor).
O universo se expande e eu cresço com ele.
Neste momento tenho tudo que preciso.
Tendo o mundo inteiro e acordes de músicas.
Frio na barriga.
O frio na barriga é quente.
Sinto o vento dos impulsos.
Estou na crista, mas estarei por segundos.
A vida não vai sempre passar em flash back.
Algumas escolhas não possuem o botão de reversão.
Mudar de idéia, não é alternativa.
Você escolhe e o resto é conseqüência.
É preciso cavar buracos para plantar sementes. (Sobre a dor).
O universo se expande e eu cresço com ele.
Neste momento tenho tudo que preciso.
Tendo o mundo inteiro e acordes de músicas.
É agora...
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Catavento, a galáxia
E então ecoa a voz da professora de ciências da quinta série: Vento é o ar em movimento.
Eu lembro que achava aquilo lindo.
Aqui onde estou, o ar não consegue se movimentar muito. São muitos prédios, pessoas e egos. É possível fazer leves movimentos, mas que não causam a mais suave brisa. As coisas são mais artificiais por aqui. Precisamos de ar condicionado e ventiladores e um leque (hahaha, adorei usar essa palavra agora) de fazedores de vento, de circuladores de ar... Poderíamos usar tudo isso agora, mas quando lembro do vento da beira da praia ou das montanhas, essa parafernália não significa nada.
Senhor, esse vento que produzimos à força não está aliviando o calor, não ajuda.
As cabeças continuam quentes, fervendo. Os ânimos estão exaltados e a paciência tirou férias de verão. Deve ter ido pra um lugar onde venta bastante, sei lá, ido surfar no Havaí...
O sol é fonte de vida, é energia. Se ele morresse, morreríamos todos.
Então, porque alguns de seus efeitos são assim? Parece que o capeta está cozinhando os trópicos em seu caldeirão, misturando os justos e injustos (baby, ninguém é inocente), os belos e os malditos, as fadas e o saci-pererê!
Era só beber um copo d`àgua, respirar, esfriar a cabeça, moderar o tom de voz e transformar os momentos. Mas a gente sempre quer mais, né?! Quer as chamas.
Pois é. Pra que?
Pra justificar o suor?
Seria tolo da nossa parte.
Ainda acho que o diálogo é a fonte da solução dos conflitos. Em um diálogo, você deve se colocar no lugar do outro para depois emitir o próprio ponto de vista. Você deve ter paciência para ouvir e para discordar também. Nem é tão difícil.
“Não se apoquente”, um distinto poeta falou.
Que bons ventos os levem, que bons ventos os tragam, que o calor não trague nossa delicadeza no trato, que não estrague sentimentos sólidos. Que o calor derreta o gelo de nossa teimosia e que um pouco só de água fria possa nos salvar.
Hoje foi um dia quente, mas vi no Terra a Galáxia Catavento. Achei bem refrescante o nome. São milhões de estrelas brilhando longe de nós.
Direcione, Senhor, algum vento purificador pra esse povo do concreto aqui.
A gente precisa de ar.
Ah, e não se esqueçam: USE FILTRO SOLAR!!hehehe
Eu lembro que achava aquilo lindo.
Aqui onde estou, o ar não consegue se movimentar muito. São muitos prédios, pessoas e egos. É possível fazer leves movimentos, mas que não causam a mais suave brisa. As coisas são mais artificiais por aqui. Precisamos de ar condicionado e ventiladores e um leque (hahaha, adorei usar essa palavra agora) de fazedores de vento, de circuladores de ar... Poderíamos usar tudo isso agora, mas quando lembro do vento da beira da praia ou das montanhas, essa parafernália não significa nada.
Senhor, esse vento que produzimos à força não está aliviando o calor, não ajuda.
As cabeças continuam quentes, fervendo. Os ânimos estão exaltados e a paciência tirou férias de verão. Deve ter ido pra um lugar onde venta bastante, sei lá, ido surfar no Havaí...
O sol é fonte de vida, é energia. Se ele morresse, morreríamos todos.
Então, porque alguns de seus efeitos são assim? Parece que o capeta está cozinhando os trópicos em seu caldeirão, misturando os justos e injustos (baby, ninguém é inocente), os belos e os malditos, as fadas e o saci-pererê!
Era só beber um copo d`àgua, respirar, esfriar a cabeça, moderar o tom de voz e transformar os momentos. Mas a gente sempre quer mais, né?! Quer as chamas.
Pois é. Pra que?
Pra justificar o suor?
Seria tolo da nossa parte.
Ainda acho que o diálogo é a fonte da solução dos conflitos. Em um diálogo, você deve se colocar no lugar do outro para depois emitir o próprio ponto de vista. Você deve ter paciência para ouvir e para discordar também. Nem é tão difícil.
“Não se apoquente”, um distinto poeta falou.
Que bons ventos os levem, que bons ventos os tragam, que o calor não trague nossa delicadeza no trato, que não estrague sentimentos sólidos. Que o calor derreta o gelo de nossa teimosia e que um pouco só de água fria possa nos salvar.
Hoje foi um dia quente, mas vi no Terra a Galáxia Catavento. Achei bem refrescante o nome. São milhões de estrelas brilhando longe de nós.
Direcione, Senhor, algum vento purificador pra esse povo do concreto aqui.
A gente precisa de ar.
Ah, e não se esqueçam: USE FILTRO SOLAR!!hehehe
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Seu desejo é uma desordem
Claro, a perfeição não deseja nada, por se bastar.
Se é assim, Deus ou os deuses não desejam nada de nós.
São perfeitos e se bastam.
Nós estamos aqui à deriva, à mercê dos nossos próprios desejos e de suas consequências
O desejo é mais que ter vontade. A vontade é ação e movimento.
O desejo é metafísico, mora na cabeça da gente e nem sempre se expressa.
Alguns ficam atrofiados lá no coração, no cérebro ou no útero.
O feto da mulher grávida (meio pleonasmo) que não teve um desejo atendido, nasce com a cara do desejo que ela teve. Pensa, se ela desejou comer abacaxi e não comeu (vai ser mãe de um rei ou de um punk!), ou se quis comer pepino (vixi) ou fruta do conde. Minha mãe desejou comer figo quando eu era feto e nadava no ventre dela. Se ela não tivesse comido, seria uma tristeza, porque um figo cortado ao meio parece muito uma... Deixa pra lá.
Criança que deseja e não pode ter, fica aguada. De onde vem essa expressão? Lá em Minas se fala muito em “ficar aguado” (ou talvez seja agoado). "Não mostra isso pra Pedrinho não, tadinho. Ele gosta e não pode. Vai ficar aguado."
Bom, quem souber, me explique, que eu vou ficar feliz!
O desejo quase sempre é provocado. Pode ser por uma pessoa fazendo cara de “quero devorar você”, pode ser um chocolate ou um bolo confeitado, podem ser os incríveis apelos da mídia, que de uma hora para a outra faz o brega que você detestava ficar chique. E agora você deseja tudo o que desprezava antes.
Alguns desejos, os reprimidos, dão um nó no estômago das pessoas. Ficam lá sob análise pra gente saber se é justo ou não é, se vale a pena ir avante, se foi bom ter renunciado...
Tem desejo que vem com a culpa e com um chicote de brinde, e faz a gente se auto-flagelar até tirar sangue das costas.
Outros desejos já nascem proibidos e nem por isso deixam de ser atendidos ou realizados.
O desejo independe da tecla “enter” pra acontecer. Ele é entidade autônoma. Se ele é realizado ou não, são outros quinhentos.
Eu desejo tanta coisa, que vou apertando o gênio dentro da lâmpada, louco pra eu atingir a perfeição e parar de necessitar.
É, né, porque necessitar pressupõe carência e às vezes a gente carece de coisas que não precisa.
A gente quer mais do que o essencial, a gente quer as bordas recheadas também.
A gente gosta da cereja do bolo, a gente quer saída para qualquer parte.
Caso desejássemos o simples, o essencial nos bastaria e pouparíamos as moedinhas que jogamos no poço.
Se o essencial nos bastasse, não existiria má distribuição de renda e nem a infidelidade afetiva.
Essas são as duas coisas que mais causam a desordem no mundo.
A gente gosta da cereja do bolo, a gente quer saída para qualquer parte.
Caso desejássemos o simples, o essencial nos bastaria e pouparíamos as moedinhas que jogamos no poço.
Se o essencial nos bastasse, não existiria má distribuição de renda e nem a infidelidade afetiva.
Essas são as duas coisas que mais causam a desordem no mundo.
Ai, ai, esses desejos...
Sai fora Aladin, não desejo voar em seu tapete.
Sai fora Aladin, não desejo voar em seu tapete.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Ó doce irmã, o que você quer mais?
Eu já arranhei minha garganta toda
Atrás de alguma paz.
Agora, nada de machado e sândalo.
Você que traz o escândalo, Irmã-luz.
Eu marquei demais, tô sabendo
Eu marquei demais, tô sabendo
Aprontei demais, só vendo
Mas agora faz um frio (muito calor) aqui.
Me responda, tô sofrendo:
Me responda, tô sofrendo:
Rompe a manhã da luz em fúria a arder
Dou gargalhada, dou dentada na maça da luxúria
Pra quê?
Se ninguém tem dó, ninguém entende nada
O grande escândalo sou eu aqui, só.
.
.
.
escândalo, do Caetano.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Entendeu?
A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa... e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita.
(Mário Quintana)
Entre o emissor da mensagem e o receptor da mensagem, há um universo de possibilidades.
Quem escreve em blogs sabe o que é isso.
Nem sempre o que se quer dizer é o que é dito.
Cada cabeça é uma sentença, como já dizem por aí. A viagem que o sentido faz até ser decodificado, é cheia de curvas e morros, de rios e vales. Quem cria e publica suas obras, deve ter desapego. Há que se desprender até daquilo que intencionalmente era para ser sem sentido. Uma vez no mundo, o significado do texto não tem propriedade. Seu autor o elabora, lê, relê, corta palavras, insere outras, edita, registra e coisa e tal. Mas é impossível obter direitos sobre o significado, sobre a interpretação, sobre os desdobramentos da própria criação.
Às vezes, por mais objetivo que se queira ser, o texto para a outra pessoa pode ser cheio de entrelinhas.
É então que se começa a garimpar o sentido de tudo o que não foi dito, fazendo com que o receptor crie um novo texto só de entrelinhas não intencionais. Há também a hipótese de se criar uma entrelinha e ninguém percebe-la ali! É a hora de explicitar a intenção e preencher as lacunas com notas explicativas. Eu faço isso quando sou mal interpretada!Rs.
Um texto não termina depois de publicado. Ele se prolonga na imensidão de seus significados ou não significados. Em blogs, certos comentários são até maiores do que o texto comentado!
Também há as canções. Confesso nem sempre entender certas letras e outras eu apenas digo: Isso não era pra ter sentido.
Alguém me explica o que são “segredos de liquidificador” que o Cazuza colocou na música? É algo tão dilacerado que é impossível juntar?
E “Zabelê, Zumbi, Besouro /Vespa fabricando mel /Guardo teu tesouro Jóia marrom /Raça como nossa cor”?
Eu só fui entender que "Lágrimas e Chuvas" do Leoni era sobre suicídio depois que ele falou numa entrevista.
Dispersões também podem ser provocadas por melodias que fazem a gente dançar alegremente por algo triste, como “Eu só quero um xodó”, do Dominguinhos. Acordes menores são mais melancólicos, os maiores são mais alegres. Nem sempre.
Recebi em uma missa de sétimo dia aqueles santinhos que a família distribui. Nele havia o retrato do nosso amigo e aquela música do Tim Maia: "Gostava tanto de você". Não sei porque você se foi, quantas saudades eu senti... Desabei a chorar, eu que nunca havia pensado na música assim.
E o Pato Fu, meu Deus! Certas letras eu acho bricolagem e fico tentando entender.
(Mário Quintana)
Entre o emissor da mensagem e o receptor da mensagem, há um universo de possibilidades.
Quem escreve em blogs sabe o que é isso.
Nem sempre o que se quer dizer é o que é dito.
Cada cabeça é uma sentença, como já dizem por aí. A viagem que o sentido faz até ser decodificado, é cheia de curvas e morros, de rios e vales. Quem cria e publica suas obras, deve ter desapego. Há que se desprender até daquilo que intencionalmente era para ser sem sentido. Uma vez no mundo, o significado do texto não tem propriedade. Seu autor o elabora, lê, relê, corta palavras, insere outras, edita, registra e coisa e tal. Mas é impossível obter direitos sobre o significado, sobre a interpretação, sobre os desdobramentos da própria criação.
Às vezes, por mais objetivo que se queira ser, o texto para a outra pessoa pode ser cheio de entrelinhas.
É então que se começa a garimpar o sentido de tudo o que não foi dito, fazendo com que o receptor crie um novo texto só de entrelinhas não intencionais. Há também a hipótese de se criar uma entrelinha e ninguém percebe-la ali! É a hora de explicitar a intenção e preencher as lacunas com notas explicativas. Eu faço isso quando sou mal interpretada!Rs.
Um texto não termina depois de publicado. Ele se prolonga na imensidão de seus significados ou não significados. Em blogs, certos comentários são até maiores do que o texto comentado!
Também há as canções. Confesso nem sempre entender certas letras e outras eu apenas digo: Isso não era pra ter sentido.
Alguém me explica o que são “segredos de liquidificador” que o Cazuza colocou na música? É algo tão dilacerado que é impossível juntar?
E “Zabelê, Zumbi, Besouro /Vespa fabricando mel /Guardo teu tesouro Jóia marrom /Raça como nossa cor”?
Eu só fui entender que "Lágrimas e Chuvas" do Leoni era sobre suicídio depois que ele falou numa entrevista.
Dispersões também podem ser provocadas por melodias que fazem a gente dançar alegremente por algo triste, como “Eu só quero um xodó”, do Dominguinhos. Acordes menores são mais melancólicos, os maiores são mais alegres. Nem sempre.
Recebi em uma missa de sétimo dia aqueles santinhos que a família distribui. Nele havia o retrato do nosso amigo e aquela música do Tim Maia: "Gostava tanto de você". Não sei porque você se foi, quantas saudades eu senti... Desabei a chorar, eu que nunca havia pensado na música assim.
E o Pato Fu, meu Deus! Certas letras eu acho bricolagem e fico tentando entender.
Será que é em vão?
De repente o significado está mesmo no vão.
Obvio ou subjetivo demais, o fato é que a arte de escrever e ler, é e sempre será bela, porque nunca se completa por ser o próprio caminho.
Entendeu?
De repente o significado está mesmo no vão.
Obvio ou subjetivo demais, o fato é que a arte de escrever e ler, é e sempre será bela, porque nunca se completa por ser o próprio caminho.
Entendeu?
sábado, 24 de janeiro de 2009
As the world falls down...
toda vez que algo nos falta
o invisível nos salta aos olhos"
A ponte sobre o Rio Doce caiu.
O teto da igreja caiu.
As últimas mentiras estão caindo.
As maçãs continuarão caindo.
Toda criança cai um dia, enquanto ainda é criança.
Dentes de leite caem todos.
Um dia, os juros caem, caem também os reis.
As leis se manifestam em nossas vidas, as leis e suas gravidades.
Para os justos e os injustos.
E eu, transpondo o sábado, temo por minha saúde que agora quer cair também.
A febre, a dor, a insônia, os planos para o futuro...
Você, meu amor, tem o meu coração inteiro, mas eu sou fogo.
“O fogo ilumina muito por muito pouco tempo.”
Espero que me perdoe quando minhas palavras doces ferirem mais do que as verdades que guardei pra nunca dizer.
Eu me sinto como se a qualquer momento o Darth Vader fosse chegar dizendo que é o meu pai. Ou que o Al Pacino, como o pai do advogado do Diabo (!!).
E então eu teria um gene problemático, não é?
Sempre foi tão mais fácil não ser bom.
Mas eu venho resistindo, amor.
Enquanto eu acreditar em qualquer coisa de luz que houver em mim, em nós, enquanto houver qualquer estrelinha de brinquedo que brilha no escuro.
Eu não sei o que faço com minha vida.
Eu não sei o que vai ser de nós.
O teto da igreja caiu.
As últimas mentiras estão caindo.
As maçãs continuarão caindo.
Toda criança cai um dia, enquanto ainda é criança.
Dentes de leite caem todos.
Um dia, os juros caem, caem também os reis.
As leis se manifestam em nossas vidas, as leis e suas gravidades.
Para os justos e os injustos.
E eu, transpondo o sábado, temo por minha saúde que agora quer cair também.
A febre, a dor, a insônia, os planos para o futuro...
Você, meu amor, tem o meu coração inteiro, mas eu sou fogo.
“O fogo ilumina muito por muito pouco tempo.”
Espero que me perdoe quando minhas palavras doces ferirem mais do que as verdades que guardei pra nunca dizer.
Eu me sinto como se a qualquer momento o Darth Vader fosse chegar dizendo que é o meu pai. Ou que o Al Pacino, como o pai do advogado do Diabo (!!).
E então eu teria um gene problemático, não é?
Sempre foi tão mais fácil não ser bom.
Mas eu venho resistindo, amor.
Enquanto eu acreditar em qualquer coisa de luz que houver em mim, em nós, enquanto houver qualquer estrelinha de brinquedo que brilha no escuro.
Eu não sei o que faço com minha vida.
Eu não sei o que vai ser de nós.
Os Engenheiros me dão pistas, assim como David Bowie.
Preciso escovar os dentes para fugir das cáries.
Preciso apagar a luz e acender novas idéias.
Pensar não é preciso.
Viver muito menos.
Preciso escovar os dentes para fugir das cáries.
Preciso apagar a luz e acender novas idéias.
Pensar não é preciso.
Viver muito menos.
Amar é cair de certa maneira num precipício.
Bem vindo, domingo, enquanto cai o mundo.
Bem vindo, domingo, enquanto cai o mundo.
*
"todos os dias eu venho ao mesmo lugar
às vezes fica longe, difícil de encontrar
mas, quando o neon é bom
toda noite é noite de luar"
*
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Baboseiras sem fim de tardias crises existenciais, enquanto na floresta os índios exportam o pau brasil.
Hoje, acho que o principal é o movimento.
As direções são de importância secundária, uma vez que derivam do próprio movimento. Se você não jogar os dados, não saberá quantas casas deve andar. Não saberá se terá que esperar a sua vez ou se terá que retornar ao início.
Eu sei que nossas vidas são muito mais que um jogo, o que não me impede de fazer certas comparações.
Toda teoria sobre a atração, o universo conspirando a nosso favor, depende do movimento. É só um passo que damos e o resto acontece por conseqüência.
E agora que as engrenagens reiniciam seus trabalhos em minha vida, meu coração se aperta. Não era isso o que eu queria o tempo inteiro?!
Eu não posso seguir duas direções ao mesmo tempo. Não sob o meu ponto de vista.
A gente chega numa encruzilhada e encontra uma caixa aberta cheia de alternativas. Podemos escolher apenas uma. A vida às vezes é uma prova fechada!
E é só de fachada que isso não me afeta. Sim, porque seria tudo um pouco mais fácil se cada escolha não implicasse em uma renúncia. Seria tudo mais fácil se existisse um livro de receitas que ensinasse as prioridades. Para mim, por diversas vezes, o prioritário perdeu a importância pelo caminho. Seria uma mentira - se com tudo o que hoje sei - eu dissesse que faria tudo da mesma forma. Uma ova, eu ia fazer muita coisa de uma maneira diferente. Mas sabe, acho que certos erros se repetem.
Eu ainda continuo não sabendo de nada, embora ache que o principal é o movimento!
As direções são de importância secundária, uma vez que derivam do próprio movimento. Se você não jogar os dados, não saberá quantas casas deve andar. Não saberá se terá que esperar a sua vez ou se terá que retornar ao início.
Eu sei que nossas vidas são muito mais que um jogo, o que não me impede de fazer certas comparações.
Toda teoria sobre a atração, o universo conspirando a nosso favor, depende do movimento. É só um passo que damos e o resto acontece por conseqüência.
E agora que as engrenagens reiniciam seus trabalhos em minha vida, meu coração se aperta. Não era isso o que eu queria o tempo inteiro?!
Eu não posso seguir duas direções ao mesmo tempo. Não sob o meu ponto de vista.
A gente chega numa encruzilhada e encontra uma caixa aberta cheia de alternativas. Podemos escolher apenas uma. A vida às vezes é uma prova fechada!
E é só de fachada que isso não me afeta. Sim, porque seria tudo um pouco mais fácil se cada escolha não implicasse em uma renúncia. Seria tudo mais fácil se existisse um livro de receitas que ensinasse as prioridades. Para mim, por diversas vezes, o prioritário perdeu a importância pelo caminho. Seria uma mentira - se com tudo o que hoje sei - eu dissesse que faria tudo da mesma forma. Uma ova, eu ia fazer muita coisa de uma maneira diferente. Mas sabe, acho que certos erros se repetem.
Eu ainda continuo não sabendo de nada, embora ache que o principal é o movimento!
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Muito pouco
De manhã ela toma seu café quente e fresco...
Você quer sim, que eu diga palavras bonitas.
Eu sei o caminho que os seus ouvidos querem fazer.
Mas minha passagem está comprada para outro destino.
Além disso que sou, não há nada melhor que eu possa ser
sem ferir o que quero.
Sem seguir ao contrário, meio contrariada.
A verdade é mais pura dentro do meu território.
Você quer sim, que eu deixe de ler as legendas.
Eu sei exatamente as dificuldades que queremos evitar.
Sei também que nem todo atalho é seguro e mais fácil.
Aprendi com as mais belas histórias, cheias de caçadores e lobos.
Já deu pra perceber que gosto dos desvios e de subir os morros.
Você consegue me ver fora de uma confusão?!
Queria ter novos pensamentos, atrair coisas diferentes.
Mas viver é bem mais do que lei de atração.
É distração de vez em quando.
E uma falta de linearidade.
É uma antítese convivendo pacificamente com todas as teses.
O sopro que apaga as velas deve ser o mesmo que leva de mim
a mais firme certeza.
O absoluto é só um espectro.
Tudo o mais, é arco-íris.
Você diz que eu sei muito sobre tudo.
Tudo o que sei é muito pouco.
E agora?
Onde é que eu vou enfiar todos esses acentos?
Por favor, não me responda.
Certos verbos não têm lirismo nenhum...
Você quer sim, que eu diga palavras bonitas.
Eu sei o caminho que os seus ouvidos querem fazer.
Mas minha passagem está comprada para outro destino.
Além disso que sou, não há nada melhor que eu possa ser
sem ferir o que quero.
Sem seguir ao contrário, meio contrariada.
A verdade é mais pura dentro do meu território.
Você quer sim, que eu deixe de ler as legendas.
Eu sei exatamente as dificuldades que queremos evitar.
Sei também que nem todo atalho é seguro e mais fácil.
Aprendi com as mais belas histórias, cheias de caçadores e lobos.
Já deu pra perceber que gosto dos desvios e de subir os morros.
Você consegue me ver fora de uma confusão?!
Queria ter novos pensamentos, atrair coisas diferentes.
Mas viver é bem mais do que lei de atração.
É distração de vez em quando.
E uma falta de linearidade.
É uma antítese convivendo pacificamente com todas as teses.
O sopro que apaga as velas deve ser o mesmo que leva de mim
a mais firme certeza.
O absoluto é só um espectro.
Tudo o mais, é arco-íris.
Você diz que eu sei muito sobre tudo.
Tudo o que sei é muito pouco.
E agora?
Onde é que eu vou enfiar todos esses acentos?
Por favor, não me responda.
Certos verbos não têm lirismo nenhum...
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Lá, onde o infinito acaba.
Outro ano seguindo rumo ao passado.
Um dia que já não conto, como um copo quase vazio.
O último quadrinho do download que ainda não foi preenchido.
Dia 31 de dezembro.
As inevitáveis perguntas: Quais são seus planos pra 2009?
Bom, pelo menos esta é melhor do que aquela: Qual a cor da calcinha que você vai usar na virada?Ah, gente, pelamordedeus...
Sabe, eu tracei vários objetivos para 2008, mas não havia uma estratégia, apenas um fim. Nessa de ver como é que se chega quando já está no caminho, eu fiz um rebuliço danado. Ás vezes não tem como a gente parar para perguntar como é que chega no destino. A maioria das pessoas está meio perdida também. Tem gente que morre de medo de chegar e fica fazendo paradas desnecessárias. Tem gente que só quer saber de chegar, mas esquece que o caminho também é muito importante.Tem gente que nem caminho tem, como a história do país das maravilhas. Eu hoje sou tudo quanto é tipo de gente, embora saiba exatamente onde quero chegar.
Tenho muito mais a agradecer do que a reclamar, mas confesso, às vezes tudo é uma droga. Desculpe, meu Deus, é que eu sou pequena assim mesmo. Quando o quarto está escuro, a luz parece não existir. Mas eu sei... Eu sei do interruptor.
E eu adoro os fogos de artifício.
Eu uso mil artifícios para ver os sorrisos dos outros.
Adoro sorrisos e risadas.
Não gosto de depressão.
As festas de fim de ano não me deprimem. (Nem ver o meu 13º todo indo embora me deprime)
Outras coisas me deprimem.
Mas muitas coisas estão aí, para significarem algo bom em nossas vidas.
O lixo continua cheio de flores.
Quem sabe ouvir que ouça. Quem tem olhos de ver, que veja.
Agradeço pela companhia de todos você durante o ano.
Conhecer pessoas aqui, foi das melhores coisas do ano.
Desejo imensos jardins, cheios de luzes para nossas vidas.
Que 2009, seja realmente um ano ímpar!!
Que o Amor possa materializar-se em nossos corações, por mais paradoxal que isso seja.
E que tudo mais vá pro inferno...
Michele está cansada, mas está feliz. Esse ano esquisito está no fim.
(foi mal, Thiago...)
Um dia que já não conto, como um copo quase vazio.
O último quadrinho do download que ainda não foi preenchido.
Dia 31 de dezembro.
As inevitáveis perguntas: Quais são seus planos pra 2009?
Bom, pelo menos esta é melhor do que aquela: Qual a cor da calcinha que você vai usar na virada?Ah, gente, pelamordedeus...
Sabe, eu tracei vários objetivos para 2008, mas não havia uma estratégia, apenas um fim. Nessa de ver como é que se chega quando já está no caminho, eu fiz um rebuliço danado. Ás vezes não tem como a gente parar para perguntar como é que chega no destino. A maioria das pessoas está meio perdida também. Tem gente que morre de medo de chegar e fica fazendo paradas desnecessárias. Tem gente que só quer saber de chegar, mas esquece que o caminho também é muito importante.Tem gente que nem caminho tem, como a história do país das maravilhas. Eu hoje sou tudo quanto é tipo de gente, embora saiba exatamente onde quero chegar.
Tenho muito mais a agradecer do que a reclamar, mas confesso, às vezes tudo é uma droga. Desculpe, meu Deus, é que eu sou pequena assim mesmo. Quando o quarto está escuro, a luz parece não existir. Mas eu sei... Eu sei do interruptor.
E eu adoro os fogos de artifício.
Eu uso mil artifícios para ver os sorrisos dos outros.
Adoro sorrisos e risadas.
Não gosto de depressão.
As festas de fim de ano não me deprimem. (Nem ver o meu 13º todo indo embora me deprime)
Outras coisas me deprimem.
Mas muitas coisas estão aí, para significarem algo bom em nossas vidas.
O lixo continua cheio de flores.
Quem sabe ouvir que ouça. Quem tem olhos de ver, que veja.
Agradeço pela companhia de todos você durante o ano.
Conhecer pessoas aqui, foi das melhores coisas do ano.
Desejo imensos jardins, cheios de luzes para nossas vidas.
Que 2009, seja realmente um ano ímpar!!
Que o Amor possa materializar-se em nossos corações, por mais paradoxal que isso seja.
E que tudo mais vá pro inferno...
Michele está cansada, mas está feliz. Esse ano esquisito está no fim.
(foi mal, Thiago...)
sábado, 20 de dezembro de 2008
Criador de Estrelas
Antes de eu entender que Deus criava as coisas, eu entendi que meu pai as criava.
Ele e sua cabeça-oficina, repleta de invenções.
Eu diria que meu pai é um misto de Professor Pardal, Mac Gyver e o Pedro Malazarte!
Do Professor Pardal ele tem a habilidade para inventar e construir coisas.
Muitos dos nossos brinquedos foram criados por ele, e integraram nosso reino mágico da infância, junto com as histórias de minha mãe. Ele fazia pipas e nos levava ao campo de aviação para solta-las. Na época, morávamos em Guaranésia, pequena cidade no interior de Minas. Eram muitas crianças na rua. Meu pai tinha um Passat Dourado com um grande porta- malas. Dia de soltar pipa, aquele porta-malas ficava cheio de crianças e íamos até o campo de aviação. Uma festa só! Hoje isso é infração de trânsito. Naqueles tempos, isso se chamava Felicidade. Não eram pipas dessas simples, elas eram diferentes, em três dimensões como o 14 Bis. Construía também quebra-cabeças, alguns tão difíceis que ainda hoje não consigo montar! Quando a gente chegava com namorado novo em casa, ele trazia o mais complicado deles todos e dizia: Só namora minha filha se conseguir resolver isso aqui! Teve um namorado que me deixou de lado o domingo inteiro até conseguir montar o quebra - cabeça!!
Ele e sua cabeça-oficina, repleta de invenções.
Eu diria que meu pai é um misto de Professor Pardal, Mac Gyver e o Pedro Malazarte!
Do Professor Pardal ele tem a habilidade para inventar e construir coisas.
Muitos dos nossos brinquedos foram criados por ele, e integraram nosso reino mágico da infância, junto com as histórias de minha mãe. Ele fazia pipas e nos levava ao campo de aviação para solta-las. Na época, morávamos em Guaranésia, pequena cidade no interior de Minas. Eram muitas crianças na rua. Meu pai tinha um Passat Dourado com um grande porta- malas. Dia de soltar pipa, aquele porta-malas ficava cheio de crianças e íamos até o campo de aviação. Uma festa só! Hoje isso é infração de trânsito. Naqueles tempos, isso se chamava Felicidade. Não eram pipas dessas simples, elas eram diferentes, em três dimensões como o 14 Bis. Construía também quebra-cabeças, alguns tão difíceis que ainda hoje não consigo montar! Quando a gente chegava com namorado novo em casa, ele trazia o mais complicado deles todos e dizia: Só namora minha filha se conseguir resolver isso aqui! Teve um namorado que me deixou de lado o domingo inteiro até conseguir montar o quebra - cabeça!!
Papai é o criador de estrelas, de coisas que brilham, de enfeites originais de natal. Nunca tivemso uma árvore normal em casa!!
Do Mac Gyver meu pai tem a arte do improviso e ação não situações mais difíceis.
É o cara que constrói portas quando elas não existem.
É um homem de iniciativa. Sua agilidade faz com que os conflitos tornem-se apenas pequenos obstáculos no caminho, desde uma torneira pingando até um casamento estragado. (To falando do meu, tá?!!)
Nunca ouvi meu pai dizendo: Eu não sei o que fazer agora.
É o cara que constrói portas quando elas não existem.
É um homem de iniciativa. Sua agilidade faz com que os conflitos tornem-se apenas pequenos obstáculos no caminho, desde uma torneira pingando até um casamento estragado. (To falando do meu, tá?!!)
Nunca ouvi meu pai dizendo: Eu não sei o que fazer agora.
Ele fica em silêncio e de repente é iluminado com a solução.
Do Pedro Malazarte... bom, dele meu pai tem a esperteza e o lado cômico. Meu pai é um moleque eterno. Daqueles que tiram água de pedra, sabe?!!Rsrs!
Ele não é apenas uma mistura de personagens. Ele transcende isso, de uma forma que só ele sabe ser. O cara que me fez gostar de ficção científica, de cinema, do espaço sideral, que com sua câmera sempre nos acompanhou, eternizando os momentos em películas, inclusive, pagando muitos micos com a gente.
Eu tive a felicidade de ter um pai que é amigo, que é presente, que participa.
Um homem incrível!
Ele já poderia estar descansando, aproveitando os benefícios e as limitações que a idade impõe, porém, mesmo velho (ops!) e cansado, ainda continua forte e bravo, resoluto no leme dessa nau dos loucos.
Pai,
Nem todas as peças estão onde queríamos, mas a vida é quebra-cabeça surpreendente. Tudo está no lugar certo e se está, é porque você existe.
Oh, meu velho e indivisível pai,
Eu te amo muito.
Feliz Idade Nova!
Do Pedro Malazarte... bom, dele meu pai tem a esperteza e o lado cômico. Meu pai é um moleque eterno. Daqueles que tiram água de pedra, sabe?!!Rsrs!
Ele não é apenas uma mistura de personagens. Ele transcende isso, de uma forma que só ele sabe ser. O cara que me fez gostar de ficção científica, de cinema, do espaço sideral, que com sua câmera sempre nos acompanhou, eternizando os momentos em películas, inclusive, pagando muitos micos com a gente.
Eu tive a felicidade de ter um pai que é amigo, que é presente, que participa.
Um homem incrível!
Ele já poderia estar descansando, aproveitando os benefícios e as limitações que a idade impõe, porém, mesmo velho (ops!) e cansado, ainda continua forte e bravo, resoluto no leme dessa nau dos loucos.
Pai,
Nem todas as peças estão onde queríamos, mas a vida é quebra-cabeça surpreendente. Tudo está no lugar certo e se está, é porque você existe.
Oh, meu velho e indivisível pai,
Eu te amo muito.
Feliz Idade Nova!
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Ser de Sagitário
Você metade gente e metade cavalo
Durante o fim do ano cruza o planetário
Cavalga elegância
Cabeça em pé de guerra mansa
Nas mãos arco e flecha
Meu coração aguarda e acompanha seu itinerário
Até o fim do ano ser de sagitário
(Péricles Cavalcanti)
Durante o fim do ano cruza o planetário
Cavalga elegância
Cabeça em pé de guerra mansa
Nas mãos arco e flecha
Meu coração aguarda e acompanha seu itinerário
Até o fim do ano ser de sagitário
(Péricles Cavalcanti)
Eu queria ter visto sua constelação no observatório, só pra te dizer que consegui visualizar o arqueiro... Mas o céu estava nublado!
*
*
Faz dias que procuro as melhores palavras para fazer um ode à ela...
Por mais que eu queira, não consigo encontra-las, pois a existência dela supera qualquer palavra.
Falo de minha irmã Jeanine. Única que tenho pelo sangue. E uma criatura ímpar.
Um ser humano realmente incrível.
Por mais que eu queira, não consigo encontra-las, pois a existência dela supera qualquer palavra.
Falo de minha irmã Jeanine. Única que tenho pelo sangue. E uma criatura ímpar.
Um ser humano realmente incrível.
Na verdade, ela é um pouco anjo. Meu anjo da guarda. Não consigo pensar em alguém que ame mais incondicionalmente que ela, assim, sem restrições, sem julgamentos radicais, sem chantagens emocionais.
Ela simplesmente ama. Um amor de atitude.
É a garota da camisa azul escrito: “Vida Rebelde” e tênis All Star de cano longo, cheia de planos e sonhos. É a moça elegante e engraçada, cheia de beleza e garra. É a irmã que mesmo cheia de problemas, se desdobra para amenizar os nossos, que mesmo com dois filhos lindos, dá um jeito de ser nossa mãe também. (Porque o coração de minha mãe não suporta tantos sobressaltos – 5 filhos - então, ele divide a tarefa! Hehehe!)
É a pessoa para quem conto meus mais ocultos segredos, sem medo.
É a pessoa que não perde a graça e o encanto, mesmo quando o céu se cobre de nuvens negras. É a mulher que nas incertezas encontra respostas firmes, que nas tentações escolhe a porta estreita. É a mulher que com suas virtudes torna esse mundo muito melhor. Eu não sei o que seria da minha vida sem você, doce irmã.
Somos tão diferentes na maneira de ser, embora digam que parecemos gêmeas! Quem me dera chegar na sua idade (eu não tô te chamando de velha!) com a juventude toda que você traz no sorriso e no seu jeito de ser. Com a capacidade de se postar diante do mundo, com essa grandeza!
Não importa a forma, se está gorda ou magra, se fosse amarela ou listrada, se fosse baixinha ou gigante. De qualquer forma, você é essencial.
Ela simplesmente ama. Um amor de atitude.
É a garota da camisa azul escrito: “Vida Rebelde” e tênis All Star de cano longo, cheia de planos e sonhos. É a moça elegante e engraçada, cheia de beleza e garra. É a irmã que mesmo cheia de problemas, se desdobra para amenizar os nossos, que mesmo com dois filhos lindos, dá um jeito de ser nossa mãe também. (Porque o coração de minha mãe não suporta tantos sobressaltos – 5 filhos - então, ele divide a tarefa! Hehehe!)
É a pessoa para quem conto meus mais ocultos segredos, sem medo.
É a pessoa que não perde a graça e o encanto, mesmo quando o céu se cobre de nuvens negras. É a mulher que nas incertezas encontra respostas firmes, que nas tentações escolhe a porta estreita. É a mulher que com suas virtudes torna esse mundo muito melhor. Eu não sei o que seria da minha vida sem você, doce irmã.
Somos tão diferentes na maneira de ser, embora digam que parecemos gêmeas! Quem me dera chegar na sua idade (eu não tô te chamando de velha!) com a juventude toda que você traz no sorriso e no seu jeito de ser. Com a capacidade de se postar diante do mundo, com essa grandeza!
Não importa a forma, se está gorda ou magra, se fosse amarela ou listrada, se fosse baixinha ou gigante. De qualquer forma, você é essencial.
Eu não esqueço das canções de ninar que também cantou para nos embalar,
Não esqueço da musiquinha do banho - joga a água fora, fecha o buraquinho...
Não esqueço que acreditou ate que eu seria uma bailarina (!);
Não esqueço da nossa espera anciosa pela chegada do ônibus "Presidente";
Não esqueço das roupas emprestadas que acabaram se tornando minhas por usucapião!Rsrs
Não esqueço de sua presença em todas as minhas estripulias musicais;
Não esqueço das madrugadas em que me salvava dos apuros nos quais eu me metia;
Não esqueço das filas que já enfrentou por minha causa e nem das causas que resolveu melhor que eu;
Eu não esqueço, doce irmã, porque entre todas as outras coisas inequecíveis, tudo isso integra a minha enorme gratidão por você, a minha admiração por você e a minha felicidade por nascer na mesma família que a sua.
Sem ter as palavras certas, faço uso das clichês, a pequena frase de muitas palavras por dentro:
Amo você demais da conta!
Quero acima de tudo, dias de ventura pra sua vida! Feliz Aniversário!
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