segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

RAPTE-ME, CAMALEÃO!



Ele entrou em minha vida versionado, travestido de astronauta marmorizado na voz de outros caras. 
E veio a calhar que esse ser transmórfico chegasse assim, travestido e oculto, até que se revelasse poderoso e hiper icônico, manipulando bolas de contato e hipnotizando Sarah na terra dos duendes. Aquilo mudaria minha infância e minha vida para sempre. Esse camaleão raptou-me para um mundo de homem das estrelas, labirintos mágicos e me fez procurar no dicionário a palavra androginia.
Não tem como ser uma criança igual quando você escuta uma frase marcante aos cinco anos de idade. Aos 33 você é capaz de repeti-la com a mesma crença:

 "Passei por imensos perigos
E inúmeras dificuldades pra chegar até aqui,
 No castelo da cidade dos duendes
 E retomar a criança que você roubou,
 Meu reino é tão grande quanto o seu,
 E minha vontade é tão grande quanto a sua,
 Você não tem poderes sobre mim."

O engraçado, é que não conheço David Bowie e seu trabalho como um todo. Reconheceria uma música dele pelo seu timbre, mas não saberia relatar os títulos, os álbuns, embora saiba que ele pode ter me alcançado sem que eu nem tenha percebido, como Modern Love!! Ele é meu “ídolo referência”, porque está sempre marcando uma outra coisa que me marca. Quando penso em músicas inesquecíveis da minha vida, encontro David Bowie. Em "As Vantagens de Ser Invisível", é Heroes que me expande e me torna infinita. Com The Man Who Sold The World, "Fringe" se sagrou o melhor seriado que já vi até hoje e eu arrisco dizer que não lembro de uma música antiga ter resumido tão bem o espírito de uma série inteira. 
E tem Labirinto, A Magia do Tempo. (...)
Hoje soubemos que ele partiu e isso não me dói como doeria se ele fosse meu pai ou qualquer pessoa próxima. 
David Bowie é um desses artistas que possuem o dom da eternidade e quando morrem, mostram que o tempo está passando só para nós. 
Quem percebe a efemeridade é o sobrevivente! 
Quem parte, vai para as estrelas, para os céus, o inferno, Marte ou qualquer outro lugar do espaço e mesmo assim permanece aqui, nos lugares sagrados dentro daqueles que marcaram, tornando-se eternos. Infinitos!



4 comentários:

Jeanine Oliveira disse...

Massa. Faço minhas todas as suas palavras.

Tempos de Aracne disse...

O rock tem estrelas mudando de lugar nos últimos tempos.

Anônimo disse...

Esse blog é mutante como o DB!
Os dois inesqueciveis... ='(

Amônimo disse...

>=P