quarta-feira, 21 de junho de 2017

Como diz o Billy

Eis aí o inverno!
E quem somos nós agora através de todas as estações?
Estamos reunidos aqui depois desses passos e devemos ser outras pessoas não é?
Outras pessoas melhores, com mais lições aprendidas.
Não devemos?
Mas existe um sentimento lá dentro de nós que se parece muito com aquela coisa quando estávamos prestes a dar o primeiro passo nessa jornada.
O primeiro.
Uma coisa que sabe de si, mas que não sabemos o que é! Essa coisa que nos retalha, impulsiona, sangra um pouco e faz com que a queiramos desvendá-la. Essa coisa que mesmo sendo dura e fria, me faz querer colo e quem sabe, uma varanda com balanço ou rede?
É uma coisa que se alimenta de paradoxos e me desconfigura sutilmente.
Essa coisa me segue e eu corro na lâmina dessa aflição...

Como diria o Billy, vamos lotar o inverno com nossas boas intenções!

segunda-feira, 29 de maio de 2017


Here I am!

Fui ricocheteada para uma janela inútil com fotos de antes e depois de atores famosos!
É curioso ver o Johnny Depp envelhecendo enquanto minhas espinhas, ausentes na adolescência mancham meu rosto e escondem o quanto já percorri.
Um pouco!
Sou da velha guarda, perdi e ganhei muita coisa!
Aprendi as cores que estão debaixo do papel esperando um toque ou chuva para novas químicas.
E desaprendi os rabiscos e os mosaicos.
Ganhei um sorriso diferente, talvez mais consciente da alegria que sente!
Perdi batalhas e postos, um pouco da fé e a esperança revolucionária de dividir os mares.
Mas seu abraço é como reintegração de posse.

Ouvindo A-HA! 

segunda-feira, 15 de maio de 2017

NÃO NOS AFASTEMOS MUITO

Ao Leo

Cara,

Ás vezes vai ser muito ruim.
Você vai ouvir tantos nãos que vai parecer exercícios para voz.
Mas as coisas ficam bem depois do não, mesmo que seja bem chato passar por eles e ouvi-los.
A nossa sorte é que o tempo passa e a gente sobrevive!
A gente não precisa explodir o mundo toda vez que as coisas não saírem como queremos.
Vou te confessar que as vezes dá essa vontade mesmo, mas a gente se controla, pensa no que pode ter de bom depois! Pensa no trabalho que é reconstruir tudo que a gente quebra quando se chateia.
O planeta Terra é uma bola muito grande que gira em torno do sol e em torno do próprio eixo sem um cordão de nylon cósmico controlando tudo. São outras forças, outras leis.
Se existem essas leis regulando tudo, regulando as coisas que a gente nem pensa, então não há porque pensar que um ponto final seja exatamente o fim de tudo, de toda a possibilidade de cor que tem depois!
É a vida, cara!
Tem esses dias em que chove. E em outros que bate sol.
Tem coisas que vão doer, vão doer e depois vão passar.
E quando passarem, se você souber olhar direitinho, vai ver que elas te deixaram mais forte.
Então aguente firme o quanto puder, sem destruir e sem deixar que isso te destrua, porque a luz que a vem de tudo isso pode iluminar a nossa cidade inteira e todas aquelas que você imaginou.

terça-feira, 2 de maio de 2017

É estranho como é estranho esquecer um nome.

Á minha prima

O que será que define estranho?

Essa indiferença ou a saudade sem tamanho?
É o sorriso de canto
É um canto sem juízo?
É apressar o passo enquanto
ter pressa não é preciso?
O que será que define estranho
Num coração que é tão desigual?
Com a inexata medida
desata conceitos e elucida
os nós dados na escuridão
E aí já nem mesmo há razão
dessa razão matemática e lisa
Porém uma razão que se declina
diante do coração de outro ser
e assim, como haveria de ser
O estranho de repente é normal
No coração que por ser desigual
Desmediu-se no que é desconhecido
pra ser formar poético e decidido
e mergulhar no mar da imprecisão.



segunda-feira, 10 de abril de 2017

TRAVESSURAS DO TEMPO

Queria encontrar o remédio
pro que não tem remédio ainda
O ainda é um ponto a preencher
enquanto eu esvazio a cabeça

Queria encontrar um canto exato
pra ficar sem que a dor faça ruído
Como se o tempo acolhesse o meu corpo
feito o sofá mais confortável da loja

E aí isso ia longe
sem ser preciso mergulhar no oceano
pra descobrir que a lagoa resolvia
Pra aprender que faz sentido a travessia
mas que nem sempre é preciso atravessar

E isso ia mais longe
Onde você seria mera holografia
E ao olhar pra tudo eu me perdoaria
Mesmo que algum dedo em riste
vá me condenar

De quem será?
Se não for meu, fazer o que ?
Ou não fazer?
Te relembrar e ir adiante?
Ficar aqui e te esquecer?

sexta-feira, 10 de março de 2017

Lidar

Alguns sentimentos são filhos bastardos que eu adoto, cuido, protejo, mas não registro, pra ninguém saber que é meu.

quinta-feira, 9 de março de 2017

CERTAS COISAS

Acontecem como mágica.
Do nada, como um coelho que sai da cartola
Vencendo o óbvio e deixando meu olhar perplexo.
Como é que faz isso?
Como coloca de volta?

Volta o video que eu quero ver onde foi que eu perdi o movimento que causou isso tudo.
Se eu descobrir, posso prometer não revelar o segredo até ser conveniente.
A garantia é porque isso me afeta e é pior quando eu não sei o que houve.
E porque houve... E mesmo assim ter que lidar.